sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Atualização 2019 02 15

Roda de Verão: fotos
Seguem as fotos da roda de verão do Projeto Capoeira na Escola pelas lentes profissionais da equipe Dudu na Festa.

Clique para ver o álbum completo

Capacitação em Itajaí
No último dia 06 de fevereiro, os professores da rede municipal de ensino de Itajaí (SC) receberam capacitação do Professor Marcelo Cruz (Corcel), licenciado em Educação Física. O tema foi o ensino de Capoeira, Maculelê e Puxada de Rede nas escolas públicas.























Lançamento de livro em Santa Catarina
Recentemente em Salvador (Bahia), Mestre Nenel lançou o livro: Mestre Bimba – Um século de Capoeira Regional. No mês de julho de 2019, Mestre Nenel fará o lançamento em terras catarinenses. A atividade é uma proposta do Projeto Capoeira na Escola que contará também com palestra, rodas e treinos de Capoeira Regional.
Em breve, mais informações.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Atualização 2019 02 01

Roda de Verão

    A Piedade é um bairro de Salvador (Bahia) com uma bela praça e que ficou eternizada no corrido cantado por Mestre Gildo Alfinete: “Quem quiser me ver, vá na Piedade amanhã...”
  Aqui, na Grande Fpolis, também existe uma Piedade, localizada no município de Governador Celso Ramos. O nome completo é Armação da Piedade, pois aquele local também teve uma armação baleeira de extração de óleo pelos escravizados no século XVIII. Inclusive existe ali um cemitério com centenas de ancestrais africanos e indígenas descobertos em sambaquis.
    Nesse espaço de grande importância histórica acontecerá a Roda de Verão do Projeto Capoeira na Escola. Será no próximo sábado (02/02), às 17h30, em frente à Igrejinha da Armação da Piedade. Participação livre.
  Antes da roda, acontecerá a reunião de graduados para avaliação das ações desenvolvidas em 2018 e projeção de 2019. Será no CAM (BIguaçu), às 14h30.



Colação de Grau

A Associação Cultural Capoeira na Escola parabeniza o Instrutor Axe (Lucas Silva) pela sua formatura em Licenciatura em Educação Física. A cerimônia de colação de grau aconteceu no dia 28 de janeiro, na Univali-Itajaí.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Atualização 2019 01 17


Bem vindo 2019       
O ano começou com muita energia para os integrantes da Associação Cultural Capoeira na Escola. Os treinamentos de adultos e graduados já foram retomados e, em breve acontecerá a reunião de avaliação de 2018 e de projeção para 2019.
Para as crianças, as ações para efetivação da parceria entre a ACCAES e a Prefeitura Municipal de Biguaçu tiveram início e manteremos comunicação com as famílias assim que houver a concretização.
Já no início de fevereiro (data a confirmar), faremos nossa roda de verão, que este ano acontecerá na Praia da Igrejinha da Armação da Piedade. Esta atividade é aberta a qualquer interessado.

Registro I: Destaque em 2018
            Como forma de estimular os praticantes das diversas modalidades oferecidas pela municipalidade de Biguaçu, a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer oferece anualmente um troféu de reconhecimento. Em 2018, o destaque ficou com Wendel Bezerra Nunes, que iniciou de maneira informal na Capoeira quando acompanhava os treinamentos das irmãs Wesla e Franciesla, que o levavam junto para que conhecesse a arte que elas praticavam na Associação dos Servidores do Município de Biguaçu (Asmub) com o Mestre Tuti.
Nessa época, o pequeno Wendel ainda tinha dois anos de idade. Começou a treinar formalmente quando completou cinco anos de idade. Dali para frente foi um desenvolvimento muito rápido, participando de várias competições de Capoeira e conquistando medalhas nos festivais Jogo de Ouro e Pulo do Gato.
Dificilmente Wendel falta aos treinamentos e rodas, o que faz com que seja acelerado o aprendizado dos movimentos e da musicalidade da Capoeira. Hoje, na 4ª corda da graduação infantil, crua e marrom-escuro, Wendel impressiona em todas as apresentações, rodas e eventos que participa pela técnica apurada e pelo carisma singular que possui.
Por tudo isso, a Associação Cultural Capoeira na Escola sentiu-se honrada em poder indicar o nome de Wendel Bezerra Nunes à homenagem concedida com o Troféu Cláudio Alvim Barbosa (Poeta Zinhinho) – 2018.

Wendel na parada de cabeça



















Destaques do esporte e da cultura

Registro II: Professor Corcel é conselheiro do CMDCA
O Secretário Municipal de Assistência Social e Habitação de Biguaçu, Marcelo dos Santos, no dia 12 de dezembro, em assembleia solene, deu posse aos conselheiros eleitos representando a sociedade civil e aos conselheiros indicados representando o governo municipal para a gestão do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Biguaçu (CMDCA), no período de 2018 a 2020.
Marcelo Barbosa Cruz, o professor Corcel, é o conselheiro que representa a ACCAES.

Conselho CMDCA


Texto: Salvador – A importância da Cultura e do Conhecimento
Por: Lucas da Silva (Instrutor Axe)

           Salvador é sem duvidas é uma referencia quando falamos em turismo, pessoas de todo o mundo escolhem a capital baiana como um lugar para curtir suas férias e se envolver na magia que aquele lugar transmite.
            Entre rodas de capoeira, acarajés e outras comidas típicas, pontos turísticos e praias paradisíacas, a cidade que foi a primeira capital do nosso país conquista a cada ano o carinho de cada pessoa que pisa naquele chão. Porém, como quase toda capital brasileira, tem suas contradições. É possível encher-se de axé pela energia dos pontos turísticos, e, alguns quilômetros ou metros mais distantes, ver uma realidade de pobreza, de guetos e comunidades normais em todo o país. E o choque entre esses dois pontos é o que procuro escrever neste texto.
            Salvador se destaca entre as capitais brasileiras pelo seu carinho com a memória. A cidade só é o que é graças àqueles que foram sequestrados e resistiram contra a escravidão através da cultura, luta e outros meios. E essa cultura de resistência, do povo que lutou através de pernadas, do canto, das músicas e diversas outras ações, que se recriou no Brasil, é o que dá vida à capital. Sem esse povo e seu modo de ser, talvez Salvador não fosse conhecida mundialmente como é. E este é o ponto em que queria chegar, alguns dos locais que guardam esta história e cultura: os museus.
            Próximo ao Centro Histórico de Salvador existem vários museus que mantém viva a história não só da cidade, mas como a do Brasil. Entre os que posso destacar por ter visitado estão o Museu afro-brasileiro da UFBA, a Casa do Benin, o Centro Cultural Solar Ferrão, Museu arqueológico da UFBA e o Museu Tempostal. Esses são apenas alguns fora outros que existem nas proximidades.
            Em cada um destes museus, a riqueza de informações sobre a cultura do povo africano e indígena que construiu esse país é impressionante. As explicações sobre o modo de vida, organização, tecnologia, religião, música e entre outros fascina qualquer um que entre nestes ambientes.
Já tinha uma leve noção de como as sociedades africanas eram avançadas através de algumas leituras sobre o Quilombo dos Palmares e a tecnologia que ali era utilizada, mas ver com os próprios olhos tantos artefatos e informações precisas me emocionou e ao mesmo tempo me trouxe uma indagação sobre um ponto que falei acima: o atrito entre a realidade do Centro Histórico de Salvador (que atrai tantos turistas) e a pobreza em grande escala da cidade.
            Essa inquietude se dá pelo fato de saber que mesmo os povos africanos tendo uma história de riqueza intelectual e cultural, hoje seus descendentes no Brasil estão em maioria em situação de pobreza, afastados de muitos conhecimentos que seus ancestrais construíram.
            Por outro lado, a história se repete, e o que um dia surgiu como luta dentro das senzalas, hoje acontece na periferia, onde a cultura mais uma vez surge como forma de resistência contra o descaso do Estado com a população que construiu esse país.
            O plano de separar os africanos não somente do seu local de origem, mas também da sua cultura foi a estratégia utilizada para tentar transformar essas pessoas em seres ignorantes e dependentes. Será que este plano continua hoje em dia?
            Será que as periferias brasileiras sofreriam tanto com problemas de saneamento básico, de moradias inapropriadas, problemas de saúde, fome, violência, e entre tantas adversidades, se o povo que é maioria nestes locais ainda tivesse uma ligação com sua cultura e tecnologia ancestral? Será que o povo dos guetos de Salvador tem acesso a todo conhecimento e informação existente nos museus (ou até ao Centro Histórico), ou um estrangeiro do outro lado do mundo tem mais facilidade a esses locais? Creio que vale a reflexão.
            Para uma melhor compreensão visite Salvador e conheça seus museus, o Centro Histórico nos dá uma aula de como valorizar nossa cultura, e obviamente, presenteia-nos com uma porção de reflexões e questionamentos sobre nós e nossa realidade brasileira.
Axé.