segunda-feira, 22 de junho de 2015

Atualização 2015 06 22

Mapa do encarceramento no Brasil

O estudo intitulado “Mapa do Encarceramento no Brasil”, publicado em 2014 pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, possui muitos dados interessantes. Seguem alguns:
* A aplicação desigual de regras e procedimentos judiciais a indivíduos de diferentes grupos sociais é, desde a década de 1980, tema recorrente em vários estudos das ciências sociais brasileiras. As conclusões destes autores apontaram que, em relação à seletividade racial, nos períodos analisados, aos negros eram aplicadas penas mais severas comparativamente aos brancos;
* Quanto mais cresce a população prisional no país, mais cresce o número de negros encarcerados. Com exceção do Amapá (estado com deficiência na coleta da informação cor/raça nos estabelecimentos penais), a taxa de encarceramento de negros é maior do que a de brancos em todos os estados, nas regiões e no Brasil;
* Além da seletividade etária e racial que orienta o encarceramento no Brasil, os dados trazidos contribuíram para evidenciar o que a literatura especializada vem chamando de hiperencarceramento ou encarceramento em massa. Os dados de cada unidade federativa levantados jogaram luz sobre este fenômeno e mostraram o ritmo do crescimento da população prisional brasileira, sendo que seis estados mais do que dobraram a sua população prisional no período, com destaque para Minas Gerais, que fez a população carcerária crescer quase sete vezes.

Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Na próxima quarta (24/06), o Projeto Capoeira na Escola fará apresentação com os alunos da Fundação Catarinense de Educação Especial na abertura da Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Será às 09h, no Centro de Atendimento ao Idoso (Cati), Avenida Beiramar de São José.

Festa Junina

A ACCAES reforça o agradecimento feito de viva-voz a todos os alunos, familiares, amigos e empresas que apoiaram o Arraiá da Capoeira. A beleza da festa foi fruto desse esforço coletivo. Muito obrigado.

Turismo de experiência

O Turismo de Experiência é um projeto que vai além da simples observação de pontos turísticos ou belezas naturais; significa viver na prática a cultura e o cotidiano de uma localidade, explorando-se os cinco sentidos de uma forma plena e inesquecível. Por meio do Sebrae, a Associação Cultural Capoeira na Escola foi convidada a participar do projeto de implantação desse sistema de turismo em nossa região, com o intuito de se difundir ainda mais a Capoeira como parte integrante da cultura da Grande Florianópolis.

  Além da ACCAES, outros artistas e empresários, dentre eles oleiros, artesãos, produtores de ostra, guias de turismo etc., foram convidados a participar deste projeto que já é um sucesso na serra gaúcha. No último dia 11 de junho, ocorreu a 1ª apresentação ao público, no Centro Histórico de São José.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Arraiá da Capoeira


A Associação Cultural Capoeira na Escola (ACCAES), em parceria com a Prefeitura Municipal de Biguaçu, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer (SECETUL), realizará o anual “Arraiá da Capoeira”. Trata-se de uma festa junina cujo objetivo é a confraternização entre os praticantes e a sociedade com direito a dança da quadrilha, maculelê, puxada de rede, capoeira, comidas típicas etc.
            Este ano, o “Arraiá da Capoeira” será realizado na ASMUB, no dia 12 de junho (sexta), a partir de 19h. Haverá também diversas brincadeiras para as crianças (boca do saci, corrida do saco, pescaria, senzala etc.), e bingo com excelentes prêmios (cartela vendida no local a R$ 5,00).

            A ACCAES e a SECETUL convidam toda a sociedade para essa grande festa. A entrada é livre.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Atualização 2015 05 27

Cotas: mais um argumento
      
No Brasil, século XIX, a proibição do acesso de negros à educação foi uma ação do Estado. Em Santa Catarina, as normativas da província, porém, não proibiam o ingresso dos negros livres, que oficialmente deveriam estar inclusos na obrigatoriedade do ensino, instituída em 1874. Mas, apenas a cor dos africanos e descendentes já poderia “induzir qualquer pessoa a tomá-los por escravos”.
Se o Estado foi capaz de negar o acesso ao estudo em determinada época, é justo que agora promova ações de reparação histórica.

Xenofobia


Assistindo a um documentário sobre a Praia do Rosa, Imbituba, fiquei pensativo com a fala de uma das entrevistadas. Ela, gaúcha de sotaque carregado - assim como a maior parte das pessoas que povoaram aquela região -, dizia “- Antigamente que era bom; não havia tanta gente como agora. Podíamos surfar com tranquilidade. Mas, fazer o quê, né?”. A fala dela denotava uma apropriação como se fosse alguém nascido e criado ali, e como se todos os que vieram depois fossem forasteiros, indignos de usufruir aquele espaço, promovedores da perda da tranquilidade local.
Da mesma forma, vejo a polêmica da chegada de Haitianos a Florianópolis. Quem hoje esbraveja contra não pode se esquecer de pesquisar sua árvore genealógica, o que certamente o levará a uma população de imigrantes. As exceções são para os Índios, que são os únicos nativos das terras brasileiras, e para negros e seus descendentes, pois estes não vieram como imigrantes; mas, sim, trazidos à força.
Os registros em livros de história e jornais de época não relatam descontentamento das pessoas que já moravam no Brasil quando da chegada de Italianos, Japoneses, Açorianos, Alemães, Árabes etc., ambos vindos em busca de uma melhor condição de vida, tal qual os Haitianos. Pelo contrário: há inúmeras festas que relembram a chegada daqueles imigrantes; são frequentemente temas de samba-enredo de grandes escolas do Rio de Janeiro e São Paulo; há cidades que parecem uma miniatura dos seus países de origem; há dias nacionais, estabelecidos em Leis, relativos a tais imigrações.
Em conversas com comerciantes locais e pessoas ligadas à prestação de serviços, ocorre a constatação da falta de mão de obra para atender as necessidades de suas empresas. Por que não preenchê-las com os novos imigrantes, já que os jovens moradores da região buscam outras qualificações e empregos?
Há até colunista social propagando erradamente que o Haiti fica no Continente Africano e sendo contra.
Desespero deflagrado pelo sofrimento, é o que se descobre com uma breve pesquisa para se entender o contexto da vinda dessas pessoas. Zilda Arns morreu no mesmo terremoto que devastou o Haiti, e, no mínimo em honra a ela, essa causa humanitária precisa de engajamento e compreensão; não de xenofobia.

Roda

      Na próxima quarta-feira (03/06), véspera de feriado, haverá roda em frente a Igreja de Santo Antônio de Lisboa. Será às 22h30.