segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Eleição Colegiado de Mestres

No dia 02 de outubro, às 15h, em formato remoto, haverá a Assembleia para eleição da nova gestão do Colegiado de Mestres de Capoeira de Santa Catarina (2022-2025). A intenção é que esse coletivo seja formado por Mestres representantes das seis diferentes mesorregiões do estado: Norte; Vale do Itajaí; Grande Florianópolis; Sul; Serrana; Oeste; e que dê continuidade às ações propostas no Plano de Salvaguarda da Capoeira em Santa Catarina.

Na ocasião, será debatida a criação do Conselho Gestor, coletivo de suporte às ações de salvaguarda, por sua vez com a possibilidade de participação de outros níveis hierárquicos (contramestres, professores etc.) e também com a intenção de contemplar a participação de representantes das diferentes mesorregiões.

A Assembleia será aberta e realizada pela plataforma ZOOM. O link será disponibilizado após a confirmação de participação com o preenchimento do formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdIW1pxkZR0M9Hm2EOEKpC62WI9BaMaxjPoMNDixr7BFRlzzA/viewform?usp=sf_link

Todos os Mestres participantes da Assembleia terão direito a voto para escolher a nova gestão do Colegiado e o Conselho Gestor entre as pessoas inscritas que se colocarem à disposição para fazerem parte desses coletivos.

Essa é uma oportunidade de lutar pela Capoeira, e não somente lutar Capoeira. Participe e coloque-se à disposição pela salvaguarda de nosso patrimônio imaterial da humanidade.                     

Data: 02 de outubro de 2021

Horário: das 15h às 18h







quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Curso: Capoeira para pessoas com deficiência

           Com o objetivo de capacitar os profissionais que utilizam, ou que tenham interesse em utilizar, a Capoeira como: recurso educacional; qualidade de vida por meio de novos hábitos de saúde e de melhora das qualidades físicas; e reabilitação psicomotora, é que a Fundação Catarinense de Educação Especial propõe o curso: Capoeira para Pessoas com Deficiência.

O ministrante é Mestre Tuti, servidor efetivo com especialização em Educação Especial e Práticas Inclusivas e com experiência de duas décadas na aplicação de Capoeira na Apae de Biguaçu e na FCEE.

O público-alvo é formado por profissionais das Instituições conveniadas com a FCEE e rede estadual de ensino das áreas de Educação Física e Pedagogia, bem como, profissionais externos que atuem como educadores de Capoeira.

No dia 13 de outubro, pela plataforma ENA Virtual, inicia-se o curso. As inscrições estão abertas no link: https://www.fcee.sc.gov.br/institucional/editais/cursos-e-capacitacoes/cursos-com-inscricoes-abertas

 


quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Roda Mensal - Setembro

Sábado (04/09) é dia de roda mensal do Projeto Capoeira na Escola.

Será às 15h na Praça Central de Biguaçu.
Em caso de chuva, a roda acontecerá no Centro Cultural Casarão Born.





quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Roda da Vela - 2021

        Nesta sexta (27/08), acontecerá mais uma edição da Roda da Vela. Será às 20h, no Centro Cultural Casarão Born. Pelo perfil da atividade e pela restrição de pessoas devido à pandemia, a roda é direcionada somente aos jovens e adultos.
        Aos que já fizeram parte do Projeto Capoeira na Escola em algum momento, é uma oportunidade de rever os amigos. Sintam-se convidados.



quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Atualização 2021 08 18

Fotos da roda de agosto 

No último dia 07 de agosto, aconteceu mais uma roda realizada pela Associação Cultural Capoeira na Escola (Accaes) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer (Secetul).

O presidente da Accaes, Contramestre Corcel, relata que essa é a segunda ação ao ar livre realizada pela entidade de utilidade pública desde que se iniciou a pandemia e que todos os requisitos de prevenção orientados pela vigilância sanitária estão sendo seguidos.

Representando a municipalidade, o vereador e capoeirista Lucas Manequinha destacou o momento como sendo a inclusão na prática, tendo em vista a participação de alunos da FCEE, da Apae de Biguaçu e da rede escolar pública unidos ao som do berimbau em ambiente externo e público.

Já Mestre Tuti descreve que a palavra ‘Capoeira’ vem de vocábulos indígenas (caã puerá) e significa ‘mato que está crescendo’, o que proporciona a analogia com o momento gradual e consciente de retorno dos movimentos culturais realizados na rua.

Seguem os registros feitos pela empresa Dudu na Festa, a qual a Accaes agradece a longa parceria.

 

Live sobre Salvaguarda           

Na próxima sexta (20/08), às 20h, acontecerá a live “(Re) pensando e compartilhando ações-reflexões-novas ações de salvaguarda da capoeira”: A atividade é proposta pela Universidade Federal de Pernambuco e contará com a mediação do Contramestre Tchê.

Além de historiadores do Iphan, haverá a participação de coletivos e grupos de Capoeira de Pernambuco, bem como do Colegiado de Mestres de Santa Catarina, com a exposição do processo de construção do Plano de Salvaguarda catarinense.

Para assistir, seguem os endereços: 

Facebook: https://web.facebook.com/capoeiracomaufpe/videos/218920560039631 

YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=4NRjtRlCy6o



sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Atualização 2021 08 13

Mais do mesmo

        Em 2014, Roberto Jefferson foi tema de um pequeno texto que escrevi. Hoje, ele está novamente nos noticiários. Vale uma releitura:

A volta do Pelourinho

 Na época do alvoroço da votação sobre a Constitucionalidade das Cotas nas Universidades públicas do Brasil eu ouvi e li muitos absurdos. Quem participou dos debates conheceu um pouco mais da natureza humana naquele momento. Hoje, face às frequentes cenas divulgadas nas diferentes mídias, de pessoas amarradas em postes, parafraseio o escritor português, Alexandre Herculano, pois quanto mais aprofundo-me no conhecimento dos sentimentos e dualidades dos homens mais estimo os bichos.

            Que a nossa Justiça é lenta é verdade, mas uma máxima do Direito é imaculada para pessoas com certo nível de sanidade: “um erro não justifica outro”. Já fui assaltado e furtado, e, de fato, a vontade que surge é a de externar a agressividade. Porém, somos humanos, e pelo pacto social baseado na ética e na moral, não podemos deixar com que todas as nossas vontades venham à tona. Credenciamos instituições que nos representam em diferentes momentos e ao conjunto delas damos o nome de Estado. Se essas instituições se atrasam, erram, ou são injustas, cabe uma assembleia geral para definir o seu destino. O que não podemos é definir por conta própria e individualmente o que é certo e errado.

            Sobre esse tema, um comentário sintetiza a opinião de muitos que são simpatizantes da barbárie contra barbárie: “a imprensa em geral e os direitos humanos estão sempre de plantão, defendendo os criminosos de forma incondicional”. Em contraposição, escrevo algumas reflexões.

Eu não vivi na época das cavernas, em que a lei que valia era a do “olho por olho, dente por dente”; não fui espectador dos programas sensacionalistas exibidos em praça pública para as famílias eurodescendentes no Brasil-colônia: o chicoteamento de cativos no Pelourinho; não assisti aos apedrejamentos descritos na Bíblia, às câmaras de gás nos campos de concentração e às fogueiras de mulheres exóticas consideradas bruxas.  E considero-me privilegiado por não ser testemunha ocular de nenhuma dessas situações. Portanto, a minha defesa não é para os criminosos – julgá-los e puni-los é papel do Estado -; mas, sim, em prol dos cidadãos que também não querem conviver com imagens nefastas que parecem ressurgir do passado e ter que achar que isso é normal.

O delator do Mensalão, Roberto Jefferson, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, está com a prisão decretada, mas enquanto o mandado não chega à sua casa ele anda de Harley Davidson sob os olhares da Polícia Federal. Como se não bastasse, seus advogados pedem, judicialmente, autorização para o uso de mais de vinte tipos de medicação e de alimentação balanceada com itens como salmão defumado e geleia real. O que impressiona é o fato de que quando Roberto Jefferson voltava do seu passeio de moto havia uma pessoa o esperando para doar cem reais para a “vaquinha” que ajudará o corrupto a pagar a multa de setecentos e vinte mil reais estipulada pelo Supremo Tribunal Federal. Ninguém o esperava para amarrá-lo no Pelourinho do século XXI. Claro, ele não faz parte do perfil de quem sempre esteve às margens; ontem, amarrados nos troncos, e hoje, nos postes.

 

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Roda Mensal

Sábado (07/08) é dia de roda mensal do Projeto Capoeira na Escola.

Será às 15h na Praça Central de Biguaçu.

Em caso de chuva, a roda acontecerá no Centro Cultural Casarão Born.




quarta-feira, 14 de julho de 2021

Recomeço

          As aulas do Projeto Capoeira na Escola estão retornando gradativamente. Ainda há vagas para os núcleos descritos abaixo e as inscrições podem ser feitas nos locais de treino ou no link: encurtador.com.br/nvIR9

Para marcar este recomeço a primeira roda de 2021 será realizada neste sábado (17/07), na Praça Central de Biguaçu, às 15h. Haverá distribuição de kits com comida típica de festa julina após a roda. A participação é livre.

            Na foto, a felicidade pelo retorno aos treinos das capoeiristas veteranas Pé de pano e Raposa, da Apae de Biguaçu.

 

Centro de Treinamento Municipal (CTM)

3ª e 5ª: das 10h00 às 11h15 e das 15h00 às 16h30

3ª e 5ª: das 21h00 às 22h00

Sábado: das 15h00 às 17h00

 

Asmub

3ª e 5ª das 18h00 às 19h00 (Aula de ritmo), das 19h00 às 20h15 e das 20h15 às 22h00.

 

Asmobati

2ª e 4ª das 19h00 às 20h00 e das 20h00 às 21h30

 

Capela de Cachoeiras

2ª e 4ª das 17h00 às 18h00




quinta-feira, 1 de julho de 2021

Retorno das atividades do Projeto Capoeira na Escola

As aulas do Projeto Capoeira na Escola na rede pública de Biguaçu estão retornando durante esta semana. Os núcleos atendidos serão os listados abaixo. Seguem também os horários do Centro de Treinamento Municipal (CTM na Univali – Campus Carandaí), Asmub, Asmobati e Capela de Cachoeiras. Em breve, publicaremos os horários de outros núcleos.

A matrícula dos alunos antigos está confirmada, mas precisa ser reafirmada. Para alunos novos, as inscrições estão sendo divulgadas nas escolas e núcleos e também podem ser feitas no link: https://cutt.ly/Rn6p8ZR

Importante registrar que os treinamentos necessariamente seguirão as orientações sanitárias de distanciamento, máscara, higiene e aferição de temperatura.

 

Núcleos a serem atendidos em 2021:

 

- E.B.M. Fernando Viegas

- Recria

- E.E.B. Maria de Lourdes Scherer

- Asmobati

- Apae

- Asmub

- CTM

- Salão Paroquial Cachoeiras

 

Horários confirmados:

 

·         CTM

3ª e 5ª: das 10h00 às 11h15 e das 15h00 às 16h30

3ª e 5ª: das 21h00 às 22h00

Sábado: das 15h00 às 17h00

 

·         ASMUB

3ª e 5ª das 18h00 às 19h00 (Aula de ritmo), das 19h00 às 20h15 e das 20h15 às 22h00.

 

·         Asmobati

2ª e 4ª das 19h30 às 20h30 e das 20h30 às 21h30

 

·         Capela de Cachoeiras

2ª e 4ª das 18h00 às 19h00

 

Mais informações pelos fones:

(48) 3094 4126 (Secetul)

(48) 98444 7439 (Contramestre Corcel)

(48) 99613 2189 (Mestre Tuti)

 


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Professora Jandira de Amorim

A Associação Cultural Capoeira na Escola faz questão de enaltecer a excelente ação proposta pelo Secretário de Educação de Biguaçu, Oscar Silva Neto, em nomear o novo Centro de Educação Infantil, em construção no Bairro Saudades, como homenagem à dona Jandira Faria de Amorim.

Para quem não a conhece, dona Jandira (em memória) dedicou a sua vida ao magistério no município e é mãe do sr. Carlinhos, parceiro de longa data do Projeto Capoeira na Escola, e avó dos capoeiristas Clone e Juninho.

É interessante destacar que a escola que ela foi a fundadora, em plena ditadura, a E.E.B. Maria de Lourdes Scherer - a qual possui aulas de Capoeira com o Contramestre Corcel – era, no século XIX, um barracão em que ficavam escravizados descendentes de africanos. A estrutura possuía escrita na fachada a palavra 'Saudades' e se tornou o nome da localidade, por sinal, o bairro com a maior população negra da Grande Florianópolis.

No dia em que completo 32 anos de Capoeira, interpreto esta informação como uma forma de reconhecimento a todos os docentes de Biguaçu.



quinta-feira, 24 de junho de 2021

5ª Roda de Conversa: Editais de contratação de educadores de Capoeira

Os editais de contratação de educadores - realizados por prefeituras, fundações etc. -, em sua maioria, despertam insatisfações na comunidade da Capoeira. Em resposta a esse anseio, o Colegiado de Mestres está capitaneando a construção de uma carta de recomendação aos poderes públicos que será apresentada na 5ª Roda de Conversa, a ser realizada na próxima sexta (25/06), às 20h.

Para fomentar a discussão, o Colegiado terá como convidados o Mestre Falcão, doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e o Contramestre Madeira, advogado consultor para a redação do texto proponente.

Essa edição fecha mais um ciclo de atividades do Colegiado. A partir de agosto, serão iniciados os diálogos internos e chamamentos públicos para eleição e transição de nova gestão.

Para assistir, acesse o perfil de facebook do Colegiado de Mestres ou o canal e perfil do programa ‘Na Identidade do Capoeira’.

Participe!


Clique e assista ao vivo


terça-feira, 22 de junho de 2021

quinta-feira, 17 de junho de 2021

4ª Roda de Conversa: Plano de Salvaguarda da Capoeira em Santa Catarina

           Você sabe o significado de um bem cultural ser registrado como patrimônio imaterial da humanidade? E o porquê da existência de um Plano de Salvaguarda para esse bem? E ainda, o que significa de fato ‘salvaguarda’?

Essas perguntas serão debatidas na próxima sexta (18/06), na 4ª Roda de Conversa, momento em que será lançado virtualmente o Plano de Salvaguarda da Capoeira em Santa Catarina elaborado em parceria entre o Colegiado de Mestres e a Superintendência do Iphan.

O Plano é um conjunto de propostas resolutivas para os problemas enfrentados pela Capoeira e também um registro de resultados das ações que já foram desenvolvidas.

Mestre Pop, pioneiro no estado e profundo conhecedor dos movimentos coletivos de Capoeira em Santa Catarina, é o convidado desse momento muito importante para a comunidade capoeirística.

A 4ª Roda de Conversa começará às 20h no perfil de facebook do Colegiado de Mestres e no canal e perfil do programa ‘Na Identidade do Capoeira’.

           Não perca!

terça-feira, 8 de junho de 2021

3ª Roda de Conversa: Ancestralidades e Linhagens

          Na próxima sexta (11/06), o Colegiado de Mestres de Capoeira de Santa Catarina promove a 3ª Roda de Conversa, como o tema ‘Ancestralidades e Linhagens’. O convidado da vez é o Mestre Gegê (RJ), profundo conhecedor das diferentes linhagens de Capoeira. Por ser um mestre veterano e em plena atividade, Mestre Gegê é a própria representação da ancestralidade, já que cumpre com perfeição a ligação entre os capoeiras de hoje com os grandes nomes de ontem.

           Entre os assuntos: o fluxo da Capoeira baiana; Sinhozinho, Mestre Paraná, entre outros; as rodas da academia do Mestre Zé Pedro, as rodas de rua, da Central do Brasil, da Cinelândia, de Caxias e a da Festa da Penha; o surgimento dos grupos contemporâneos; os primeiros encontros nacionais e de coletivos de Capoeira, a criação da 1ª Federação de Capoeira; o Mestre Fernandinho, responsável pela mestria do precursor em Santa Catarina - Mestre Pop; e muito mais.

    A 3ª Roda de Conversa começará às 20h no perfil de facebook do Colegiado de Mestres e no canal e perfil do programa ‘Na Identidade do Capoeira’.

                 Não perca!



quinta-feira, 27 de maio de 2021

2ª Roda de Conversas: Olhares, Reflexões, Experiências.

        Olhares, Reflexões, Experiências’ é o tema da segunda Roda de Conversa do Colegiado de Mestres de Capoeira de Santa Catarina a ser realizada na próxima sexta (28/05). Para fomentar o debate, as convidadas representarão o olhar feminino para aspectos gerais sobre a Capoeira, tais como o momento atual dos trabalhos e rodas, bem como as perspectivas de um retorno futuro à normalidade, entre diversos outros assuntos.

        De início, mestra Morena (São Paulo) relatará sobre sua experiência com os povos indígenas e com a educação especial, e a contramestra Karlinha (Joinville - SC) mostrará em palavras o seu modo de inter-relacionar Capoeira, percussão, teatro e outras manifestações artísticas.

        A 2ª Roda de Conversa começará às 20h no canal do Iphan e nos perfis de facebook do Colegiado de Mestres e do programa ‘Na Identidade do Capoeira’. 

        Não perca!




segunda-feira, 17 de maio de 2021

Colegiado de Mestres convida: Rodas de Conversa

Na próxima sexta-feira (21 de maio), acontecerá a primeira Roda de Conversa com o tema “A importância histórica da Capoeira nos primórdios das artes marciais no Brasil”. Os convidados do Colegiado de Mestres de Capoeira de Santa Catarina são os pesquisadores Elton Silva e Eduardo Corrêa, autores da série de livros “Muito antes do MMA”.

Essa trilogia está trazendo importantes pontos novos e desmistificando outros sobre o leque de lutas que faziam parte dos confrontos entre as diferentes artes marciais durante o final do século XIX e início do século XX.

A conversa perpassará a época das maltas; a chegada dos orientais; o desafio entre Ciríaco e Sada Miyako; outros personagens, tais como: Conde Koma, Mario Aleixo, Jaime Ferreira, Sinhozinho, Mestre Bimba, Valdemar Santana; e o fluxo da Capoeira-luta nas principais cidades brasileiras daquele tempo.

O início será às 20h no canal do Iphan e nos perfis de facebook do Colegiado de Mestres e do Programa Na Identidade do Capoeira.

Não perca!




sexta-feira, 14 de maio de 2021

Vem aí: Festival de Acrobacias ‘O Pulo do Gato’ – 2021

            No próximo domingo (16/05), a Associação Cultural Capoeira na Escola em parceria com a Prefeitura Municipal de Biguaçu, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer (Secetul), realizarão o Festival de Acrobacias de Capoeira ‘O Pulo do Gato’.

Será uma edição on-line, tendo em vista o momento de pandemia, com triplo objetivo: incentivar o treinamento das acrobacias de Capoeira; reforçar os esforços na luta antirracista, aproveitando para propor reflexões sobre os 133 anos de “Abolição”; e comemorar o aniversário de Biguaçu. Na ocasião, alunos graduados demonstrarão as diferentes modalidades e haverá uma proposição de interatividade com os alunos do Projeto Capoeira na Escola, além de uma breve roda de Capoeira .

Para assistir e interagir é preciso acessar o canal de youtube e perfil de facebook da Prefeitura Municipal de Biguaçu.

YouTube www.youtube.com/channel/UC2qbkS6z_QFtwP54vxvUaAQ 

Facebook www.facebook.com/prefeituramunicipaldebiguacu



quinta-feira, 13 de maio de 2021

13 de Maio: Dia de tirar a máscara?

        Sim! Porém, não falo da máscara que protege contra a Covid 19, por sua vez, essencial neste momento de grandes perdas para a humanidade. A máscara à qual me refiro é a colocada na História do Brasil, insistentemente revisitada por extremistas de pouco estudo (ou nenhum) com o objetivo de minimizar a diáspora de sangue, suor, sofrimentos de toda a sorte pelos quais passaram os escravizados africanos e seus descendentes.

        Para esses, não adianta falar que o processo de escravidão no Brasil foi um genocídio que trouxe a morte de milhões de pessoas; que atrasou o desenvolvimento do país; que a desigualdade social atual é também étnica; que o racismo é a herança nefasta daquele período e que fica evidente quando olhamos os quadros de chefia em qualquer esfera; que as estruturas privadas e públicas sempre apresentam um tratamento negativo e diferenciado para os negros brasileiros; e que a Abolição, formalizada em 13 de maio de 1888, não foi um ato benevolente de abolicionistas e da Princesa Isabel – tanto que não houve plano estatal para as pessoas antes escravizadas -, mas uma busca pelo branqueamento da população imposto pela nova força de produção: o assalariado trabalhador e a influência da indústria emergente na Europa.

        Mas como ‘contra fatos não há argumentos’, quem sabe analisando as rotas de navios negreiros, descobrindo inclusive o nome dos navios e para onde iam, a quantidade de escravizados, o número de mortos, a idade e outras estatísticas, possa se iniciar uma queda de máscara. Isso pode acontecer analisando o site 'slave voyages', um meta-estudo produzido em parceria por centenas de universidades, que resultou no mais completo banco de dados sobre a escravidão de africanos nas Américas.



https://www.slavevoyages.org/

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Atualização 2021 05 07

 Todos podem aprender...         

Mais uma forma de parabenizar a Fundação Catarinense de Educação Especial pelos seus 53 anos: capoeirando.

 



Rodas de Conversa



quinta-feira, 15 de abril de 2021

Tuti recebendo a corda roxa e outros vídeos

        O canal Dudu na Festa, empresa parceira do Projeto Capoeira na Escola desde 1996, está disponibilizando diversos vídeos de Capoeira.

        Para despertar o seu interesse na visita e inscrição, destacam-se dois momentos. O primeiro é a formatura de professor (corda roxa) dos capoeiristas Tuti e Júnior, realizada em 2002, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. Com a presença dos Mestres: Pé-de-chumbo, Gildo Alfinete, Vuê e Boa Gente, Mestre Pop organizou uma bela cerimônia dos já citados alunos-formados e também de vários graduados em diferentes níveis de instrutor.

        O segundo destaque fica por conta da viagem do Projeto Capoeira na Escola à Bahia em 2008, por sorte/coincidência, justo na data de reconhecimento pelo Iphan da Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil. Salvador fervilhava de capoeiristas e estavam na ativa vários Mestres que já nos deixaram fisicamente, tais como: João Pequeno, Boinha, Gildo Alfinete e Pelé do Tonel. O samba no Nordeste de Amaralina, com várias lendas da Capoeira, ia até o sol raiar e ficou marcado nas lentes descontraídas da Dudu na Festa Produções.

Visite: youtube.com/dudunafesta



quarta-feira, 31 de março de 2021

20 anos de Capoeira na Apae de Biguaçu

           A festa está adiada por motivos óbvios, mas o registro é essencial. Em março de 2001, numa das etapas do projeto ‘Subindo a Ladeira’ - que era composto por apresentações de Capoeira e Maculelê nos morros, periferias, casas-lar e de idosos, somado à distribuição de cestas básicas -, chegamos à Escola Especial Leandro de Azevedo, APAE de Biguaçu, pela primeira vez.

Era um período em que as APAEs, entidades privadas de utilidade pública, ainda não recebiam os recursos oriundos do Fundo Social, posteriormente estabelecidos pala Lei 13633/05, o que trouxe uma melhora significativa na qualidade dos serviços prestados nessas instituições por conta do maior investimento de verba pública. Antes, as dificuldades faziam com que as nossas cestas básicas oferecidas tivessem uma grande valia para a escola e fossem bem aceitas.

Naquele dia, pela descontração da apresentação de Capoeira, que possibilitou a participação dos alunos da APAE, com deficiências distintas, surgiu a motivação de se propor um trabalho, o que foi aceito de imediato pela então diretora, Izalete Junckes.

Foi o início de um vínculo forte que perdura até hoje e já rendeu belos frutos. São diversos graduados com vinte anos de prática, dentre os quais se destaca a cativante Viviane Barbosa, a Raposa, por sinal, também aniversariante em março. Vai o nosso axé em palavras.

Alguns de nossos amigos daquela primeira turma (foto abaixo) já nos deixaram de corpo, mas certamente iluminam o nosso caminhar e as nossas rodas. Com eles, os presentes e os que acompanham em luz, gravamos CD, fizemos inúmeras apresentações, participamos e fomos vencedores do ‘Festival Nossa Arte’ (Fase Regional), estivemos juntos na construção da ‘Gincana Solidária’, e mais recentemente, fomos idealizadores do ‘Encontro Catarinense de Capoeira Especial’ junto à Fundação Catarinense de Educação Especial. A grande realização, porém, é a mudança para melhor do espírito de todos os que já tiveram a possibilidade de sentir a energia desses grandes capoeiras.

À Escola Especial Leandro de Azevedo, o Projeto Capoeira na Escola agradece pela parceria de vinte anos de aprendizado mútuo.

Parabéns!



quinta-feira, 11 de março de 2021

25 anos de Projeto Capoeira na Escola (Por: Mestre Tuti)

No ano passado, comemoramos o aniversário do Projeto Capoeira na Escola com uma linda roda na Praça de Biguaçu. Uma semana depois, iniciavam-se as orientações sobre isolamento social devido à pandemia, o que perdura até hoje e não se tem previsão real de normalidade. Por conta desse momento histórico triste para a humanidade, sobra apenas a possibilidade de revisitar a história do Projeto Capoeira na Escola por meio do texto que segue, permeado pela esperança de que em breve possamos estar juntos e seguros para uma comemoração presencial.

Sobre o ano de início, 11 de março de 1996, e seu contexto já escrevi em outros aniversários. Portanto, dessa vez procurei montar uma lembrança diferente, com aspectos ainda não registrados em forma escrita. Para isso, recorri às fotos, que trouxeram à tona muitos atos importantes, sobre os quais relatarei em forma de tópicos. Antes, porém, segue um pouco de relato sobre o pré-projeto.

Antigamente, se é que já é possível denominar assim os anos finais da década de 1980, não havia projetos sociais de Capoeira na Grande Florianópolis aos moldes dos que se têm hoje. No máximo, existiam raras bolsas para alunos carentes cedidas e decididas pelos poucos educadores da época. Fora isso, quem quisesse treinar tinha que pagar mensalidade, independentemente de ser criança, adolescente ou adulto.

Vindo de família numerosa e, no período, com grandes dificuldades financeiras, treinei pagando mensalidade durante meus três primeiros anos, graças a alguns quintais capinados, umas pipas vendidas e, principalmente, ao esforço colossal da Dona Ana, minha mãe. Mas, o Plano Collor aumentou a desigualdade social e com isso tornou-se inviável continuar honrando a merecida taxa de meu Mestre enquanto a boia se escasseava em casa.

Lembro-me nitidamente de quando fui relatar a situação a Mestre Pop e ele me disse que poderia trocar uma bolsa por ajudas na academia. Feliz da vida por poder continuar os treinos, lá fui eu ao melhor estilo “Karatê Kid”: chegar mais cedo para varrer e passar pano na sala; pintar as paredes e grades; organizar os instrumentos; fazer panfletagem etc.. Nas mercearias e minimercados próximos, com a ajuda de minha bicicleta e de uma caixa de madeira, vendi até os doces e bolos que a Dona Cleusa, então esposa de Mestre Pop, fazia como ninguém. Não à toa, seu apelido era Cuca, a qual agradeço em memória.

Em janeiro de 1992, com 17 anos, fui indicado pelo Mestre para dar aulas na Associação de Moradores do Morro do Pedregal, em São José. Era uma ação proposta pela Congregação das Irmãs Salesianas e que teve como frutos a participação de vários alunos nas atividades do então Grupo Nação por longo período e uma melhoria pontual nas minhas condições econômicas. Como curiosidade, achei há pouco tempo um dos recibos e fiz a atualização monetária. Os quarenta e dois mil cruzeiros (Cr$ 42.000,00) percebidos valeriam hoje aproximadamente quatrocentos e sessenta reais (R$ 460,00), o que estava ótimo para um jovem ministrando duas aulas semanais.

Um ano depois, passei a realizar um trabalho onde estudava, o Colégio Estadual Rosa Torres de Miranda, e também na Associação dos Servidores do BESC (Bescri), ambos no bairro Jardim Atlântico, Florianópolis. Depois de já ingressado na Faculdade de Educação Física, o Grupo Nação foi convidado para um evento em Curitiba, em 1995, onde Mestre Pop teve contato com um projeto similar ao que posteriormente ele implantou por aqui e intitulou de ‘Projeto Ginga Criança – A Capoeira na Escola’.

Por motivos que mereceriam muito texto, Mestre Pop funda, em 1996, o Grupo Aú Capoeira e distribui vários alunos para fazerem seus trabalhos nas cidades de Palhoça, São José, Florianópolis e Biguaçu. Neste último município, o começo das aulas contou com os educadores Tuti, Bacana, Amantino e China.

Como falado no começo, a partir desse ponto já escrevi em outros aniversários, porém, creio que seja válido relembrar brevemente algumas ações feitas nestes 25 anos do Projeto Educacional Capoeira na Escola:

  • A Sociedade Recreativa 17 de Maio, local de início das aulas do Projeto, foi um espaço consolidado durante muito tempo de prática cultural tendo como eixo a Capoeira. Por ali passaram grandes Mestres, verdadeiras enciclopédias: Pop, João Pequeno, Gildo Alfinete, Vuê, Ciro, Boa Gente, Toni Vargas, Pele do Tonél, Nenel, Xaréu, Cafuné, Boinha, Piloto, Mudinho, Pé-de-Chumbo, Boca Rica; sempre em sintonia com as centenas de crianças, adultos (inclusas as pessoas com deficiência) e idosos.
  • As aulas do Projeto se estenderam para a Escola Especial Leandro de Azevedo (Apae) em 2001, e, como se completam 20 anos agora, vale um texto posterior específico.
  • O CD ‘Declaração de amor à Capoeira’ foi produzido em 2005 e contou com a participação de mais de trinta crianças dos diversos núcleos, alunos da Apae, e dos Mestres Gildo Alfinete e Boca Rica, além da participação do então professor Habibis, e dos saudosos: percussionista Nícolas Malhome e os músicos Marcelo Muniz (ex-Grupo Engenho) e sua filha Andiara, no auxílio da produção.
  • Fruto de uma coletânea de textos publicados em jornais e no próprio site, o Projeto produziu o livreto ‘Capoeira não é só jogo’.
  • Levando para o Teatro a diáspora africana sob o olhar dos capoeiristas, em 2004, foi produzida a peça ‘A Raiz da Liberdade’, que agora, com a reinauguração do Teatro Adolpho Mello, em São José, clama-se por uma releitura.
  • O Projeto originou uma homônima associação sem fins lucrativos declarada de utilidade publicada no município e no estado pelos serviços prestados à comunidade.
  • Foi apresentada à municipalidade a importância de se ter um espaço seguro para as rodas de Capoeira realizadas na Praça Central. Com a anuência, os integrantes do Projeto literalmente colocaram a mão na massa, retirando os ‘petit paves’, soldando o arco e colocando a tela de arame, concretando e polindo a nova roda. O espaço é democrático e de uso público para qualquer grupo, seja de Capoeira ou de outras manifestações culturais.
  • A Associação Capoeira na Escola propôs (Lei municipal) e produziu várias edições da Semana Afro-Biguaçuense, composta por exposições de artesanato, vestuário, livros e discos, oficinas de manifestações culturais, palestras, degustação gastronômica e apresentações artísticas.
  • Eventos grandiosos como os Intercâmbios Catarinense e Nacional de Capoeira, o Simpósio Catarinense de Capoeira, o Encontro Catarinense de Capoeira Especial caminham nesse registro junto aos eventos de menor alcance quantitativo como os Festivais de Cantigas, de Acrobacias, Noites do Conto, Grupo de Estudos etc..
  • A coreografia ‘África-Brasil’ foi apresentada no Festival de Dança de Joinville e foi vice-campeã do Prêmio Desterro, Festival de Dança de Florianópolis em 2013.
  • Além das rodas mensais, o Projeto organizou doze edições da ‘Roda da Madrugada’, atividade que se iniciava à meia noite e se encerrava com o nascer do sol, e a roda ‘Eu já joguei Capoeira’, contando com a participação de alunos e ex-alunos.
  • Recentemente, a Associação fez o resgate do folguedo do Boi-de-mamão trazendo ainda mais movimentação cultural para Biguaçu. 

Por fim, caso você tenha lido até aqui, é certo que, em algum momento, você fez/faz parte dessa história, seja como aluno, educador, familiar, amigo, colega de outros grupos ou das escolas atendidas, admirador, testemunha ocular, e é a você que agradeço e divido os parabéns por sua contribuição nessa honrosa jornada.

Axé.