Aos que já fizeram parte do Projeto Capoeira na Escola em algum momento, é uma oportunidade de rever os amigos. Sintam-se convidados.
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
Roda da Vela - 2021
Aos que já fizeram parte do Projeto Capoeira na Escola em algum momento, é uma oportunidade de rever os amigos. Sintam-se convidados.
quarta-feira, 18 de agosto de 2021
Atualização 2021 08 18
Fotos da roda de agosto
No último dia 07 de agosto, aconteceu mais
uma roda realizada pela Associação Cultural Capoeira na Escola (Accaes) em
parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer
(Secetul).
O presidente da Accaes, Contramestre Corcel,
relata que essa é a segunda ação ao ar livre realizada pela entidade de
utilidade pública desde que se iniciou a pandemia e que todos os requisitos de
prevenção orientados pela vigilância sanitária estão sendo seguidos.
Representando a municipalidade, o vereador e
capoeirista Lucas Manequinha destacou o momento como sendo a inclusão na
prática, tendo em vista a participação de alunos da FCEE, da Apae de Biguaçu e
da rede escolar pública unidos ao som do berimbau em ambiente externo e
público.
Já Mestre Tuti descreve que a palavra
‘Capoeira’ vem de vocábulos indígenas (caã puerá) e significa ‘mato que está
crescendo’, o que proporciona a analogia com o momento gradual e consciente de
retorno dos movimentos culturais realizados na rua.
Seguem os registros feitos pela empresa Dudu
na Festa, a qual a Accaes agradece a longa parceria.
Live sobre Salvaguarda
Na próxima sexta (20/08), às 20h, acontecerá
a live “(Re) pensando e compartilhando ações-reflexões-novas ações de
salvaguarda da capoeira”: A atividade é proposta pela Universidade Federal de
Pernambuco e contará com a mediação do Contramestre Tchê.
Além de historiadores do Iphan, haverá a participação de coletivos e grupos de Capoeira de Pernambuco, bem como do Colegiado de Mestres de Santa Catarina, com a exposição do processo de construção do Plano de Salvaguarda catarinense.
Para assistir, seguem os endereços:
Facebook: https://web.facebook.com/capoeiracomaufpe/videos/218920560039631
YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=4NRjtRlCy6o
sexta-feira, 13 de agosto de 2021
Atualização 2021 08 13
Mais do mesmo
Em 2014, Roberto Jefferson foi tema de um pequeno texto que escrevi. Hoje, ele está novamente nos noticiários. Vale uma releitura:
A volta do Pelourinho
Na época do alvoroço da votação sobre a Constitucionalidade das Cotas nas Universidades públicas do Brasil eu ouvi e li muitos absurdos. Quem participou dos debates conheceu um pouco mais da natureza humana naquele momento. Hoje, face às frequentes cenas divulgadas nas diferentes mídias, de pessoas amarradas em postes, parafraseio o escritor português, Alexandre Herculano, pois quanto mais aprofundo-me no conhecimento dos sentimentos e dualidades dos homens mais estimo os bichos.
Que a nossa Justiça é lenta é verdade, mas uma máxima do Direito é imaculada para pessoas com certo nível de sanidade: “um erro não justifica outro”. Já fui assaltado e furtado, e, de fato, a vontade que surge é a de externar a agressividade. Porém, somos humanos, e pelo pacto social baseado na ética e na moral, não podemos deixar com que todas as nossas vontades venham à tona. Credenciamos instituições que nos representam em diferentes momentos e ao conjunto delas damos o nome de Estado. Se essas instituições se atrasam, erram, ou são injustas, cabe uma assembleia geral para definir o seu destino. O que não podemos é definir por conta própria e individualmente o que é certo e errado.
Sobre esse tema, um comentário sintetiza a opinião de muitos que são simpatizantes da barbárie contra barbárie: “a imprensa em geral e os direitos humanos estão sempre de plantão, defendendo os criminosos de forma incondicional”. Em contraposição, escrevo algumas reflexões.
Eu não vivi na época das cavernas, em que a lei que valia era a do “olho por olho, dente por dente”; não fui espectador dos programas sensacionalistas exibidos em praça pública para as famílias eurodescendentes no Brasil-colônia: o chicoteamento de cativos no Pelourinho; não assisti aos apedrejamentos descritos na Bíblia, às câmaras de gás nos campos de concentração e às fogueiras de mulheres exóticas consideradas bruxas. E considero-me privilegiado por não ser testemunha ocular de nenhuma dessas situações. Portanto, a minha defesa não é para os criminosos – julgá-los e puni-los é papel do Estado -; mas, sim, em prol dos cidadãos que também não querem conviver com imagens nefastas que parecem ressurgir do passado e ter que achar que isso é normal.
O delator do Mensalão, Roberto Jefferson, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, está com a prisão decretada, mas enquanto o mandado não chega à sua casa ele anda de Harley Davidson sob os olhares da Polícia Federal. Como se não bastasse, seus advogados pedem, judicialmente, autorização para o uso de mais de vinte tipos de medicação e de alimentação balanceada com itens como salmão defumado e geleia real. O que impressiona é o fato de que quando Roberto Jefferson voltava do seu passeio de moto havia uma pessoa o esperando para doar cem reais para a “vaquinha” que ajudará o corrupto a pagar a multa de setecentos e vinte mil reais estipulada pelo Supremo Tribunal Federal. Ninguém o esperava para amarrá-lo no Pelourinho do século XXI. Claro, ele não faz parte do perfil de quem sempre esteve às margens; ontem, amarrados nos troncos, e hoje, nos postes.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021
Roda Mensal
Sábado (07/08) é dia de roda mensal do Projeto Capoeira na Escola.
Será às 15h na Praça Central de Biguaçu.
Em caso de chuva, a roda acontecerá no Centro Cultural Casarão Born.
quarta-feira, 14 de julho de 2021
Recomeço
As aulas do Projeto Capoeira na Escola estão retornando gradativamente. Ainda há vagas para os núcleos descritos abaixo e as inscrições podem ser feitas nos locais de treino ou no link: encurtador.com.br/nvIR9
Para marcar este
recomeço a primeira roda de 2021 será realizada neste sábado (17/07), na Praça
Central de Biguaçu, às 15h. Haverá distribuição de kits com comida típica de
festa julina após a roda. A participação é livre.
Na
foto, a felicidade pelo retorno aos treinos das capoeiristas veteranas Pé de
pano e Raposa, da Apae de Biguaçu.
Centro de Treinamento Municipal (CTM)
3ª e 5ª: das 10h00 às 11h15 e das 15h00 às 16h30
3ª e 5ª: das 21h00 às 22h00
Sábado: das 15h00 às 17h00
Asmub
3ª e 5ª das 18h00 às 19h00 (Aula de ritmo), das 19h00 às 20h15 e das
20h15 às 22h00.
Asmobati
2ª e 4ª das 19h00 às 20h00 e das 20h00 às 21h30
Capela de Cachoeiras
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Retorno das atividades do Projeto Capoeira na Escola
As aulas do
Projeto Capoeira na Escola na rede pública de Biguaçu estão retornando durante
esta semana. Os núcleos atendidos serão os listados abaixo. Seguem também os
horários do Centro de Treinamento Municipal (CTM na Univali – Campus Carandaí),
Asmub, Asmobati e Capela de Cachoeiras. Em breve, publicaremos os horários de outros
núcleos.
A matrícula dos
alunos antigos está confirmada, mas precisa ser reafirmada. Para alunos novos,
as inscrições estão sendo divulgadas nas escolas e núcleos e também podem ser
feitas no link: https://cutt.ly/Rn6p8ZR
Importante
registrar que os treinamentos necessariamente seguirão as orientações
sanitárias de distanciamento, máscara, higiene e aferição de temperatura.
Núcleos
a serem atendidos em 2021:
- E.B.M. Fernando Viegas
- Recria
- E.E.B. Maria de Lourdes Scherer
- Asmobati
- Apae
- Asmub
- CTM
- Salão Paroquial Cachoeiras
Horários
confirmados:
·
CTM
3ª e 5ª: das 10h00 às 11h15 e das 15h00 às 16h30
3ª e 5ª: das 21h00 às 22h00
Sábado: das 15h00 às 17h00
·
ASMUB
3ª e 5ª das 18h00 às 19h00 (Aula de ritmo), das
19h00 às 20h15 e das 20h15 às 22h00.
·
Asmobati
2ª e 4ª das 19h30 às 20h30 e das 20h30 às 21h30
·
Capela de Cachoeiras
2ª e 4ª das 18h00 às 19h00
Mais informações
pelos fones:
(48) 3094 4126 (Secetul)
(48) 98444 7439 (Contramestre Corcel)
(48) 99613 2189 (Mestre Tuti)
quarta-feira, 30 de junho de 2021
Professora Jandira de Amorim
A Associação
Cultural Capoeira na Escola faz questão de enaltecer a excelente ação proposta
pelo Secretário de Educação de Biguaçu, Oscar Silva Neto, em nomear o novo
Centro de Educação Infantil, em construção no Bairro Saudades, como homenagem à
dona Jandira Faria de Amorim.
Para quem não a conhece,
dona Jandira (em memória) dedicou a sua vida ao magistério no município e é mãe
do sr. Carlinhos, parceiro de longa data do Projeto Capoeira na Escola, e avó
dos capoeiristas Clone e Juninho.
É interessante destacar que a escola que ela foi a fundadora, em plena ditadura, a E.E.B. Maria de Lourdes Scherer - a qual possui aulas de Capoeira com o Contramestre Corcel – era, no século XIX, um barracão em que ficavam escravizados descendentes de africanos. A estrutura possuía escrita na fachada a palavra 'Saudades' e se tornou o nome da localidade, por sinal, o bairro com a maior população negra da Grande Florianópolis.
No dia em que
completo 32 anos de Capoeira, interpreto esta informação como uma forma de
reconhecimento a todos os docentes de Biguaçu.
quinta-feira, 24 de junho de 2021
5ª Roda de Conversa: Editais de contratação de educadores de Capoeira
Os editais de contratação de educadores - realizados por
prefeituras, fundações etc. -, em sua maioria, despertam insatisfações na
comunidade da Capoeira. Em resposta a esse anseio, o Colegiado de Mestres está
capitaneando a construção de uma carta de recomendação aos poderes públicos que
será apresentada na 5ª Roda de Conversa, a ser realizada na próxima sexta
(25/06), às 20h.
Para fomentar a discussão, o Colegiado terá como
convidados o Mestre Falcão, doutor em Educação pela Universidade Federal da
Bahia (UFBA), e o Contramestre Madeira, advogado consultor para a redação
do texto proponente.
Essa edição fecha mais um ciclo de atividades
do Colegiado. A partir de agosto, serão iniciados os diálogos internos e
chamamentos públicos para eleição e transição de nova gestão.
Para assistir, acesse o perfil de facebook do
Colegiado de Mestres ou o canal e perfil do programa ‘Na Identidade
do Capoeira’.
Participe!
terça-feira, 22 de junho de 2021
Plano de Salvaguarda da Capoeira em Santa Catarina
Leitura imprescindível para quem é capoeirista.
quinta-feira, 17 de junho de 2021
4ª Roda de Conversa: Plano de Salvaguarda da Capoeira em Santa Catarina
Você sabe o significado de um bem cultural ser registrado como patrimônio imaterial da humanidade? E o porquê da existência de um Plano de Salvaguarda para esse bem? E ainda, o que significa de fato ‘salvaguarda’?
Essas
perguntas serão debatidas na próxima sexta (18/06), na 4ª Roda de Conversa,
momento em que será lançado virtualmente o Plano de Salvaguarda da Capoeira em
Santa Catarina elaborado em parceria entre o Colegiado de Mestres e a Superintendência
do Iphan.
O
Plano é um conjunto de propostas resolutivas para os problemas enfrentados pela
Capoeira e também um registro de resultados das ações que já foram desenvolvidas.
Mestre
Pop, pioneiro no estado e profundo conhecedor dos movimentos coletivos de
Capoeira em Santa Catarina, é o convidado desse momento muito importante para a
comunidade capoeirística.
A
4ª Roda de Conversa começará às 20h no perfil de facebook do Colegiado de
Mestres e no canal e perfil do programa ‘Na Identidade do Capoeira’.
terça-feira, 8 de junho de 2021
3ª Roda de Conversa: Ancestralidades e Linhagens
Na próxima sexta (11/06), o Colegiado de
Mestres de Capoeira de Santa Catarina promove a 3ª Roda de Conversa, como o
tema ‘Ancestralidades e Linhagens’. O convidado da vez é o Mestre Gegê (RJ),
profundo conhecedor das diferentes linhagens de Capoeira. Por ser um mestre
veterano e em plena atividade, Mestre Gegê é a própria representação da
ancestralidade, já que cumpre com perfeição a ligação entre os capoeiras de
hoje com os grandes nomes de ontem.
Entre os assuntos: o fluxo da Capoeira baiana; Sinhozinho, Mestre
Paraná, entre outros; as rodas da academia do Mestre Zé Pedro, as rodas de rua,
da Central do Brasil, da Cinelândia, de Caxias e a da Festa da Penha; o
surgimento dos grupos contemporâneos; os primeiros encontros nacionais e de
coletivos de Capoeira, a criação da 1ª Federação de Capoeira; o Mestre
Fernandinho, responsável pela mestria do precursor em Santa Catarina - Mestre
Pop; e muito mais.
A 3ª Roda de Conversa começará às 20h no perfil
de facebook do Colegiado de Mestres e no canal e perfil do programa ‘Na
Identidade do Capoeira’.
quinta-feira, 27 de maio de 2021
2ª Roda de Conversas: Olhares, Reflexões, Experiências.
‘Olhares, Reflexões, Experiências’ é o tema da segunda Roda de Conversa do Colegiado de Mestres de Capoeira de Santa Catarina a ser realizada na próxima sexta (28/05). Para fomentar o debate, as convidadas representarão o olhar feminino para aspectos gerais sobre a Capoeira, tais como o momento atual dos trabalhos e rodas, bem como as perspectivas de um retorno futuro à normalidade, entre diversos outros assuntos.
De início, mestra Morena (São Paulo) relatará sobre sua experiência com os povos indígenas e com a educação especial, e a contramestra Karlinha (Joinville - SC) mostrará em palavras o seu modo de inter-relacionar Capoeira, percussão, teatro e outras manifestações artísticas.
A 2ª Roda de Conversa começará às 20h no canal do Iphan e nos perfis de facebook do Colegiado de Mestres e do programa ‘Na Identidade do Capoeira’.
Não perca!
segunda-feira, 17 de maio de 2021
Colegiado de Mestres convida: Rodas de Conversa
Na próxima sexta-feira (21
de maio), acontecerá a primeira Roda de Conversa com o tema “A importância histórica da Capoeira nos primórdios das artes marciais no Brasil”. Os convidados do Colegiado de Mestres de Capoeira de Santa Catarina são os
pesquisadores Elton Silva e Eduardo Corrêa, autores da série de
livros “Muito antes do MMA”.
Essa
trilogia está trazendo importantes pontos novos e desmistificando outros sobre
o leque de lutas que faziam parte dos confrontos entre as diferentes artes
marciais durante o final do século XIX e início do século XX.
A
conversa perpassará a época das maltas; a chegada dos orientais; o desafio
entre Ciríaco e Sada Miyako; outros personagens, tais como: Conde Koma, Mario
Aleixo, Jaime Ferreira, Sinhozinho, Mestre Bimba, Valdemar Santana; e o fluxo
da Capoeira-luta nas principais cidades brasileiras daquele tempo.
O início
será às 20h no canal do Iphan e nos perfis de facebook do Colegiado de Mestres
e do Programa Na Identidade do Capoeira.
Não perca!
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Vem aí: Festival de Acrobacias ‘O Pulo do Gato’ – 2021
No próximo domingo (16/05), a Associação Cultural Capoeira na Escola em parceria com a Prefeitura Municipal de Biguaçu, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer (Secetul), realizarão o Festival de Acrobacias de Capoeira ‘O Pulo do Gato’.
Será
uma edição on-line, tendo em vista o momento de pandemia, com triplo objetivo: incentivar
o treinamento das acrobacias de Capoeira; reforçar os esforços na luta
antirracista, aproveitando para propor reflexões sobre os 133 anos de “Abolição”;
e comemorar o aniversário de Biguaçu. Na ocasião, alunos graduados demonstrarão
as diferentes modalidades e haverá uma proposição de interatividade com os
alunos do Projeto Capoeira na Escola, além de uma breve roda de Capoeira .
Para
assistir e interagir é preciso acessar o canal de youtube e perfil de facebook
da Prefeitura Municipal de Biguaçu.
YouTube www.youtube.com/channel/UC2qbkS6z_QFtwP54vxvUaAQ
Facebook www.facebook.com/prefeituramunicipaldebiguacuquinta-feira, 13 de maio de 2021
13 de Maio: Dia de tirar a máscara?
Sim! Porém, não falo da máscara que protege contra a Covid 19, por sua vez, essencial neste momento de grandes perdas para a humanidade. A máscara à qual me refiro é a colocada na História do Brasil, insistentemente revisitada por extremistas de pouco estudo (ou nenhum) com o objetivo de minimizar a diáspora de sangue, suor, sofrimentos de toda a sorte pelos quais passaram os escravizados africanos e seus descendentes.
Para esses, não adianta falar que o processo de escravidão no Brasil foi um genocídio que trouxe a morte de milhões de pessoas; que atrasou o desenvolvimento do país; que a desigualdade social atual é também étnica; que o racismo é a herança nefasta daquele período e que fica evidente quando olhamos os quadros de chefia em qualquer esfera; que as estruturas privadas e públicas sempre apresentam um tratamento negativo e diferenciado para os negros brasileiros; e que a Abolição, formalizada em 13 de maio de 1888, não foi um ato benevolente de abolicionistas e da Princesa Isabel – tanto que não houve plano estatal para as pessoas antes escravizadas -, mas uma busca pelo branqueamento da população imposto pela nova força de produção: o assalariado trabalhador e a influência da indústria emergente na Europa.
Mas como ‘contra fatos não há argumentos’, quem sabe analisando as rotas de navios negreiros, descobrindo inclusive o nome dos navios e para onde iam, a quantidade de escravizados, o número de mortos, a idade e outras estatísticas, possa se iniciar uma queda de máscara. Isso pode acontecer analisando o site 'slave voyages', um meta-estudo produzido em parceria por centenas de universidades, que resultou no mais completo banco de dados sobre a escravidão de africanos nas Américas.
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Atualização 2021 05 07
Todos podem aprender...
Mais
uma forma de parabenizar a Fundação Catarinense de Educação Especial pelos seus
53 anos: capoeirando.
Rodas de Conversa
quinta-feira, 15 de abril de 2021
Tuti recebendo a corda roxa e outros vídeos
O canal Dudu na Festa, empresa parceira do Projeto Capoeira na Escola desde 1996, está disponibilizando diversos vídeos de Capoeira.
Para despertar o seu interesse na visita e inscrição, destacam-se dois momentos. O primeiro é a formatura de professor (corda roxa) dos capoeiristas Tuti e Júnior, realizada em 2002, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. Com a presença dos Mestres: Pé-de-chumbo, Gildo Alfinete, Vuê e Boa Gente, Mestre Pop organizou uma bela cerimônia dos já citados alunos-formados e também de vários graduados em diferentes níveis de instrutor.
O segundo destaque fica por conta da viagem do Projeto Capoeira na Escola à Bahia em 2008, por sorte/coincidência, justo na data de reconhecimento pelo Iphan da Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil. Salvador fervilhava de capoeiristas e estavam na ativa vários Mestres que já nos deixaram fisicamente, tais como: João Pequeno, Boinha, Gildo Alfinete e Pelé do Tonel. O samba no Nordeste de Amaralina, com várias lendas da Capoeira, ia até o sol raiar e ficou marcado nas lentes descontraídas da Dudu na Festa Produções.
Visite: youtube.com/dudunafesta
quarta-feira, 31 de março de 2021
20 anos de Capoeira na Apae de Biguaçu
A festa está adiada por motivos óbvios, mas o registro é essencial. Em março de 2001, numa das etapas do projeto ‘Subindo a Ladeira’ - que era composto por apresentações de Capoeira e Maculelê nos morros, periferias, casas-lar e de idosos, somado à distribuição de cestas básicas -, chegamos à Escola Especial Leandro de Azevedo, APAE de Biguaçu, pela primeira vez.
Era
um período em que as APAEs, entidades privadas de utilidade pública, ainda não
recebiam os recursos oriundos do Fundo Social, posteriormente estabelecidos
pala Lei 13633/05, o que trouxe uma melhora significativa na qualidade dos
serviços prestados nessas instituições por conta do maior investimento de verba
pública. Antes, as dificuldades faziam com que as nossas cestas básicas
oferecidas tivessem uma grande valia para a escola e fossem bem aceitas.
Naquele
dia, pela descontração da apresentação de Capoeira, que possibilitou a
participação dos alunos da APAE, com deficiências distintas, surgiu a motivação
de se propor um trabalho, o que foi aceito de imediato pela então diretora,
Izalete Junckes.
Foi
o início de um vínculo forte que perdura até hoje e já rendeu belos frutos. São
diversos graduados com vinte anos de prática, dentre os quais se destaca a
cativante Viviane Barbosa, a Raposa, por sinal, também aniversariante em março.
Vai o nosso axé em palavras.
Alguns
de nossos amigos daquela primeira turma (foto abaixo) já nos deixaram de corpo,
mas certamente iluminam o nosso caminhar e as nossas rodas. Com eles, os
presentes e os que acompanham em luz, gravamos CD, fizemos inúmeras
apresentações, participamos e fomos vencedores do ‘Festival Nossa Arte’ (Fase
Regional), estivemos juntos na construção da ‘Gincana Solidária’, e mais
recentemente, fomos idealizadores do ‘Encontro Catarinense de Capoeira Especial’
junto à Fundação Catarinense de Educação Especial. A grande realização, porém,
é a mudança para melhor do espírito de todos os que já tiveram a possibilidade
de sentir a energia desses grandes capoeiras.
À
Escola Especial Leandro de Azevedo, o Projeto Capoeira na Escola agradece pela
parceria de vinte anos de aprendizado mútuo.
Parabéns!
quinta-feira, 11 de março de 2021
25 anos de Projeto Capoeira na Escola (Por: Mestre Tuti)
No
ano passado, comemoramos o aniversário do Projeto Capoeira na Escola com uma
linda roda na Praça de Biguaçu. Uma semana depois, iniciavam-se as orientações
sobre isolamento social devido à pandemia, o que perdura até hoje e não se tem
previsão real de normalidade. Por conta desse momento histórico triste para a
humanidade, sobra apenas a possibilidade de revisitar a história do Projeto
Capoeira na Escola por meio do texto que segue, permeado pela esperança de que
em breve possamos estar juntos e seguros para uma comemoração presencial.
Sobre
o ano de início, 11 de março de 1996, e seu contexto já escrevi em outros
aniversários. Portanto, dessa vez procurei montar uma lembrança diferente, com aspectos
ainda não registrados em forma escrita. Para isso, recorri às fotos, que
trouxeram à tona muitos atos importantes, sobre os quais relatarei em forma de
tópicos. Antes, porém, segue um pouco de relato sobre o pré-projeto.
Antigamente,
se é que já é possível denominar assim os anos finais da década de 1980, não
havia projetos sociais de Capoeira na Grande Florianópolis aos moldes dos que
se têm hoje. No máximo, existiam raras bolsas para alunos carentes cedidas e
decididas pelos poucos educadores da época. Fora isso, quem quisesse treinar
tinha que pagar mensalidade, independentemente de ser criança, adolescente ou
adulto.
Vindo
de família numerosa e, no período, com grandes dificuldades financeiras,
treinei pagando mensalidade durante meus três primeiros anos, graças a alguns
quintais capinados, umas pipas vendidas e, principalmente, ao esforço colossal
da Dona Ana, minha mãe. Mas, o Plano Collor aumentou a desigualdade social e
com isso tornou-se inviável continuar honrando a merecida taxa de meu Mestre
enquanto a boia se escasseava em casa.
Lembro-me
nitidamente de quando fui relatar a situação a Mestre Pop e ele me disse que
poderia trocar uma bolsa por ajudas na academia. Feliz da vida por poder
continuar os treinos, lá fui eu ao melhor estilo “Karatê Kid”: chegar mais cedo
para varrer e passar pano na sala; pintar as paredes e grades; organizar os
instrumentos; fazer panfletagem etc.. Nas mercearias e minimercados próximos,
com a ajuda de minha bicicleta e de uma caixa de madeira, vendi até os doces e
bolos que a Dona Cleusa, então esposa de Mestre Pop, fazia como ninguém. Não à
toa, seu apelido era Cuca, a qual agradeço em memória.
Em
janeiro de 1992, com 17 anos, fui indicado pelo Mestre para dar aulas na
Associação de Moradores do Morro do Pedregal, em São José. Era uma ação
proposta pela Congregação das Irmãs Salesianas e que teve como frutos a
participação de vários alunos nas atividades do então Grupo Nação por longo
período e uma melhoria pontual nas minhas condições econômicas. Como
curiosidade, achei há pouco tempo um dos recibos e fiz a
atualização monetária. Os quarenta e dois mil cruzeiros (Cr$ 42.000,00)
percebidos valeriam hoje aproximadamente quatrocentos e sessenta reais (R$ 460,00),
o que estava ótimo para um jovem ministrando duas aulas semanais.
Um
ano depois, passei a realizar um trabalho onde estudava, o Colégio Estadual
Rosa Torres de Miranda, e também na Associação dos Servidores do BESC (Bescri),
ambos no bairro Jardim Atlântico, Florianópolis. Depois de já ingressado na
Faculdade de Educação Física, o Grupo Nação foi convidado para um evento em
Curitiba, em 1995, onde Mestre Pop teve contato com um projeto similar ao que
posteriormente ele implantou por aqui e intitulou de ‘Projeto Ginga Criança – A
Capoeira na Escola’.
Por
motivos que mereceriam muito texto, Mestre Pop funda, em 1996, o Grupo Aú
Capoeira e distribui vários alunos para fazerem seus trabalhos nas cidades de
Palhoça, São José, Florianópolis e Biguaçu. Neste último município, o começo
das aulas contou com os educadores Tuti, Bacana, Amantino e China.
Como falado no começo, a partir desse ponto já escrevi em outros aniversários, porém, creio que seja válido relembrar brevemente algumas ações feitas nestes 25 anos do Projeto Educacional Capoeira na Escola:
- A Sociedade Recreativa 17 de Maio, local de início das aulas do Projeto, foi um espaço consolidado durante muito tempo de prática cultural tendo como eixo a Capoeira. Por ali passaram grandes Mestres, verdadeiras enciclopédias: Pop, João Pequeno, Gildo Alfinete, Vuê, Ciro, Boa Gente, Toni Vargas, Pele do Tonél, Nenel, Xaréu, Cafuné, Boinha, Piloto, Mudinho, Pé-de-Chumbo, Boca Rica; sempre em sintonia com as centenas de crianças, adultos (inclusas as pessoas com deficiência) e idosos.
- As aulas do Projeto se estenderam para a Escola Especial Leandro de Azevedo (Apae) em 2001, e, como se completam 20 anos agora, vale um texto posterior específico.
- O CD ‘Declaração de amor à Capoeira’ foi produzido em 2005 e contou com a participação de mais de trinta crianças dos diversos núcleos, alunos da Apae, e dos Mestres Gildo Alfinete e Boca Rica, além da participação do então professor Habibis, e dos saudosos: percussionista Nícolas Malhome e os músicos Marcelo Muniz (ex-Grupo Engenho) e sua filha Andiara, no auxílio da produção.
- Fruto de uma coletânea de textos publicados em jornais e no próprio site, o Projeto produziu o livreto ‘Capoeira não é só jogo’.
- Levando para o Teatro a diáspora africana sob o olhar dos capoeiristas, em 2004, foi produzida a peça ‘A Raiz da Liberdade’, que agora, com a reinauguração do Teatro Adolpho Mello, em São José, clama-se por uma releitura.
- O Projeto originou uma homônima associação sem fins lucrativos declarada de utilidade publicada no município e no estado pelos serviços prestados à comunidade.
- Foi apresentada à municipalidade a importância de se ter um espaço seguro para as rodas de Capoeira realizadas na Praça Central. Com a anuência, os integrantes do Projeto literalmente colocaram a mão na massa, retirando os ‘petit paves’, soldando o arco e colocando a tela de arame, concretando e polindo a nova roda. O espaço é democrático e de uso público para qualquer grupo, seja de Capoeira ou de outras manifestações culturais.
- A Associação Capoeira na Escola propôs (Lei municipal) e produziu várias edições da Semana Afro-Biguaçuense, composta por exposições de artesanato, vestuário, livros e discos, oficinas de manifestações culturais, palestras, degustação gastronômica e apresentações artísticas.
- Eventos grandiosos como os Intercâmbios Catarinense e Nacional de Capoeira, o Simpósio Catarinense de Capoeira, o Encontro Catarinense de Capoeira Especial caminham nesse registro junto aos eventos de menor alcance quantitativo como os Festivais de Cantigas, de Acrobacias, Noites do Conto, Grupo de Estudos etc..
- A coreografia ‘África-Brasil’ foi apresentada no Festival de Dança de Joinville e foi vice-campeã do Prêmio Desterro, Festival de Dança de Florianópolis em 2013.
- Além das rodas mensais, o Projeto organizou doze edições da ‘Roda da Madrugada’, atividade que se iniciava à meia noite e se encerrava com o nascer do sol, e a roda ‘Eu já joguei Capoeira’, contando com a participação de alunos e ex-alunos.
- Recentemente, a Associação fez o resgate do folguedo do Boi-de-mamão trazendo ainda mais movimentação cultural para Biguaçu.
Por fim, caso você tenha lido até aqui, é
certo que, em algum momento, você fez/faz parte dessa história, seja como
aluno, educador, familiar, amigo, colega de outros grupos ou das escolas
atendidas, admirador, testemunha ocular, e é a você que agradeço e divido os
parabéns por sua contribuição nessa honrosa jornada.
Axé.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Presente de fim de ano
Quando recebi a imagem, lembrei-me de boa parte da sua trajetória. Ainda adolescente, o menino Júlio César foi atendido pelo Projeto Capoeira na Escola no Bairro Prado (Biguaçu). Entre aulas e treinos, lá ia ele, com sua bicicleta barra-forte vermelha, o tubo de PVC com várias unidades espetadas da guloseima que lhe rendeu o apelido.
Moradora do Morro do Ivo, a família grande e carente empenhava-se na produção e venda do doce aliada à entrega de brindes (máscaras e pequenos brinquedos) como forma de aumentar as possibilidades de melhorar a qualidade de vida.
Por influência do projeto e pensando justamente em melhorar suas condições sociais e econômicas, Júlio se dedicou aos estudos; terminou o ensino médio e prestou concurso público para gari, digna profissão que exerce paralelamente à Capoeira e que proporciona sustento ao lar e apoio aos filhos e neta.
O desafio de completar uma Faculdade foi vencido e mesmo que durante o curso tenham acontecido algumas perdas de entes queridos, é certo que agora essa vitória esteja sendo aplaudida até no além.
Professor Algodão-Doce, você é mais um que representa a essência do Projeto Capoeira na Escola. Parabéns!
E é com essa imagem que a Associação
Cultural Capoeira na Escola deseja a todos um ano de 2021 com muita saúde e
segurança para que as rodas voltem o quanto antes.
Axé!
















