terça-feira, 31 de julho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 08 01

Sobre Capoeira nas Olimpíadas

            Nos anos em que acontecem os Jogos Olímpicos ressurgem as discussões, virtuais ou presenciais, sobre a inserção da Capoeira como esporte olímpico. Ainda mais agora que estamos às vésperas de uma Olimpíada ocorrer no Brasil. De todas as formas que eu posso, argumento sobre a diminuição da nossa Capoeira caso ela se torne olímpica e até rezo para que isso não aconteça.
            Como alguém poderá ser condecorado com a medalha de ouro sendo a Capoeira formada por diversos aspectos (relembremos abaixo)? Se depender de mim, a Capoeira permanece como está; muito bem, por sinal.

Sobre Capoeira nas Olimpíadas II: Capoeira é Esporte?*
*Texto publicado em 2009

A Capoeira é uma arte que engloba diversas artes. Em sua cultura há a música, a dança, a luta, o próprio cinema e o teatro, e também a história, o esporte, o folclore e suas simbologias, a sociologia, a terapia e outras visões oriundas de cada norteador de um trabalho.
Assim, torna-se uma questão complexa a redução de todas essas características apenas à face de esporte, o que é muito discutido entre os Capoeiras. Para alguns grupos é esporte, sim, vide competições, jogos e festivais que ocorrem em todo o planeta e que são divulgados nas mídias específicas; vide também as mega-aulas aplicadas com microfones nas praças e grandes academias. Para outros é simplesmente cultura popular. Por fim, a diversidade é a riqueza da Capoeira.
Por outro lado, seria uma situação tragicômica se todas as diferentes atividades humanas que compõe a Capoeira a impusessem restrições. Imaginemos: “Para ensinar o toque de berimbau, do pandeiro e do atabaque, é preciso a inscrição na Ordem dos Músicos do Brasil; para elaborar uma apresentação coreográfica é preciso ter curso de Dança ou ser um Folclorista; para promover um diálogo sobre as questões raciais e a diáspora Negra no Brasil é preciso ter especialização em História e Sociologia”; etc.. Aqui caberia o dito popular: “Quando o filho é bonito, todo mundo é pai”.
Soa até como paradoxal: o País proíbe sua prática durante quarenta e sete anos (1890 – 1937) e hoje tem disputas nos braços do poder público para definir o enquadramento da Capoeira.
O fato é que um semestre (quando se tem!) numa faculdade de Educação Física não habilita ninguém para ser um profissional de Capoeira. O curso, na concepção de algumas pessoas, até pode entrar como um complemento ao aprendizado secular que nos chega de fato através da história oral e corporal dos grandes e consagrados Mestres.
A meu ver*, cabe aos Conselhos Regionais de Educação Física (CREFs) somente definir quais locais são específicos para a face “Esporte” da Capoeira (academias, clubes etc.) e fiscalizar as possíveis competições, e numa ação de conscientização (não imposição), orientar os novos Capoeiras a buscar o estudo acadêmico. Seria hipocrisia negar a existência de aulas que utilizam a capoeira como recurso de Educação Física (Hidrocapoeira, Ginástica Brasileira etc.). Em relação às outras faces, cabe aos Mestres definir quem é capaz de ser um perpetuador da história de sangue e glória que marca a Capoeira, nossa riqueza imaterial.
* Mestre Tuti.

Próximas ações

- Sexta-feira (03/08): Roda de adultos, às 22h, no Centro de Artes Marciais (CAM);
- Sábado: (04/08): Roda aberta, às 10h, no Casarão Born.
- Festival de Cantigas no dia 25/08.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 07 25

Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da Luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a essa data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem essas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.
A Coordenadoria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial (COPPPIR) e a Fundação de Cultura de Florianópolis Franklin Cascaes convidam para a Solenidade em comemoração ao Dia da Mulher Negra - 25 de julho que se realizará às 19h no hall da Fundação Franklin Cascaes (Forte Santa Bárbara, Rua Antônio Luz, 260 - Centro).
Já o Conselho Estadual das Populações Afrodescendentes de Santa Catarina (CEPA) tem a honra de convidar para participar da palestra sobre “Mulher Negra – Uma Reflexão Contemporânea - Seus Avanços” que será ministrada pela Senhora Maria do Carmo Ferreira da Silva, Assessora para Assuntos Federativos/SASF/SAF e Coordenadora do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial, juntamente com a Senhora Elizabeth da Silva Oliveira, Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher - CEDIM/SC.
O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras do Estado, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da Mulher negra brasileira.

Festival de Dança de Joinville

Em breve serão postadas as fotos e vídeos da apresentação da Coreografia “Ponte África-Brasil” no maior evento de dança do mundo - inscrito inclusive no Guinnes Book -, o Festival de Dança de Joinville.
Acompanhe o sítio: capoeiranaescola.org.br


Livro sobre alforrias em SC

O livro “As Camélias do Desterro – A Campanha Abolicionista e a Prática de Alforriar Cativos (1870-1888)”, de Tamelusa do Amaral, trata sobre a capital catarinense numa época em que 20% de sua população era formada por negros sujeitos de um franco processo de alforrias de escravos na cidade.
Tamelusa leu 141 cartas e contratos reunidos em 24 livros referentes ao período pesquisado guardados no Cartório Kotzias, em Florianópolis, para escrever o texto. Leitura imprescindível, primeiro pela escassez de produção nessa área e segundo pela profundidade da pesquisa.
Interessados, entrar em contato com o Núcleo de Estudos Negros da UDESC (NEAB): (48) 3321 8525

terça-feira, 17 de julho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 07 18

Noite do Conto I

            Sentir-se como um Griot: essa é a proposta da Noite do Conto. Mas, o que é um Griot? É uma expressão que designa o ‘contador de história’, o guardião da memória responsável pela transmissão, de forma oral, de conhecimentos ancestrais dos povos tribais africanos; sendo, assim, de muita relevância para a integração entre jovens e adultos.
            Valem duas citações para entendermos a importância da História Oral. A primeira é a de que a escrita tem aproximadamente quatro mil anos, enquanto a História Oral, quinze mil anos. A segunda é a fala de Amadou HampatêBá, um tradicionalista africano: “Cada velho que morre é uma biblioteca que desaparece”.

Noite do Conto II
           
Segundo Marilene Melo: “Contar e ouvir histórias são formas de manter a socialização entre os indivíduos, compartilhando experiências. O poder de usar a palavra nos possibilita fazer a tarefa do Griot, ouvindo a voz do outro, aprendendo e repassando saberes, reconstruindo histórias, recriando enredos; seremos os portadores das vozes guardadas no passado mais recente, do momento de aculturação da história do povo africano.”.
Dessa forma, não visando somente finais felizes e nem imposição de valores morais por parte dos contadores, a Associação Cultural Capoeira na Escola promoverá a “Noite do Conto”.
Será no próximo sábado, às 19h30, no Casarão Born, Centro de Biguaçu. Sinta-se um Griot e participe da “Noite do Conto”!

Noite do Conto III

            Como forma de garantir um bom andamento do evento, sugerimos alguns procedimentos:
- os temas e formas de expressão são livres e vão de comentários sobre uma música escolhida; sobre a origem de seu nome; contar uma lenda ou história de ninar ouvida quando criança; contos africanos etc.;
- evitar histórias usuais em correios eletrônicos (correntes; ficções virtuais e lendas urbanas); e
- programar para que a sua história não passe de sete minutos, já que haverá várias pessoas aguardando a vez.

Festival de Dança de Joinville

            Na próxima segunda-feira (23/07), a Associação Capoeira na Escola fará a tão aguardada apresentação da Coreografia “Ponte África-Brasil” no maior evento de dança do Brasil, o Festival de Dança de Joinville.
            A coreografia está postada no sítio: www.capoeiranaescola.org.br

“Arraiá” da Capoeira

            O “Arraiá” da Capoeira foi um sucesso. Cerca de quinhentas pessoas puderam saborear as comidas típicas, assistir às apresentações culturais e concorrer aos excelentes prêmios do Bingo.
Muitas empresas apoiaram e foram agradecidas de viva-voz no dia do “Arraiá”; assim mesmo, segue o reforço de agradecimento para as seguintes empresas e poder público: Prefeitura Municipal de Biguaçu; Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer; ASMUB; Fundação Nova Vida; Dimare – Móveis Planejados; Box do Tarzan; Panificadoras: Martins, Marilu e Expedito; Supermercados: Angeloni, Tatiane, Yang, Copal, Mercocentro; Sulcatarinense; Restaurante Vitória Régia; Dudu na Festa; Floricultura Biguaçu; toda a comunidade do entorno da ASMUB e integrantes do Projeto Capoeira na Escola.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 07 11

“Arraiá” da Capoeira

Lá em Salvador (BA), Mestre Bimba organizava a “Fogueira de Bimba”, tradição perpetuada hoje pelo seu filho, Mestre Nenel, que consta de uma confraternização entre os praticantes de Capoeira, familiares e amigos com direito a roda de capoeira, samba-de-roda, comidas típicas etc..
            Nós, do Projeto Capoeira na Escola, mesmo antes de conhecer a tradição citada acima, já realizávamos a nossa Festa Junina, e que agora passa a ter um impulso a mais por causa dessa mesma citação, já que Mestre Bimba é referência de trabalho para todos os capoeiristas.
            Este ano, o “Arraiá” da Capoeira será realizado na Associação dos Servidores Municipais de Biguaçu (ASMUB), no dia 14 de julho (sábado), a partir de 19h30min. Haverá comidas típicas; bingo; quadrilha; puxada de rede; capoeira e, ainda, diversas brincadeiras para as crianças. Entrada livre.

Monografia

            O Instrutor Clone – Gustavo Amorim - apresentou no último dia 06 a monografia para conclusão do curso de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O texto com o título “Entre o Berimbau e o Caderno, a Capoeira como Instrumento de Formação” descreveu sobre o caminho percorrido pela Capoeira da perseguição pelo poder público passando ao reconhecimento como Patrimônio Imaterial do Brasil e chegando à opção de alguns grupos em utilizar a Capoeira como ferramenta de inclusão através da constituição de Organizações Sociais.


COPENE

De 16 a 20 de julho acontecerá o VII COPENE, Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros. Este ano, o Congresso tem como tema “Os Desafios da Luta Antirracista no Século XXI”, e a principal intenção é apresentar e discutir os processos de produção e difusão de conhecimentos intrinsecamente ligados às lutas históricas empreendidas pelas populações negras nas Diásporas Africanas, emanadas nos espaços de religiosidade, nos quilombos, nos movimentos negros organizados, na imprensa, nas artes e na literatura, nas escolas e universidades, nas organizações não-governamentais, nas empresas e nas diversas esferas do poder público.
            O Projeto Capoeira na Escola fará parte da programação do VII COPENE através de uma apresentação cultural no dia 17/07 (3ª), às 15h30min. Todo o Congresso terá a transmissão ao vivo pela empresa Dudu na Festa.
Mais informações no sítio: http://www.abpn.org.br/copene

Iluminada

"As pessoas boas merecem o nosso amor. As pessoas ruins precisam dele."

Madre Tereza de Calcutá

terça-feira, 3 de julho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 07 04

Subindo a Ladeira

            Juntamente com apresentações de Capoeira feitas por alunos das comunidades e educadores, aproximadamente uma tonelada de alimento não perecível, brinquedos e agasalhos, foram distribuídos no último final de semana em mais uma etapa do Projeto Subindo a Ladeira. A ação da Associação Cultural Capoeira na Escola teve início no ano 2000 e já passou por dezenas de morros, comunidades e instituições. Inclusive, foi depois de uma etapa na Escola Especial Leandro de Azevedo (2001) que surgiu a ideia de aplicação de aulas de Capoeira na APAE - Biguaçu.
            Agradecemos a todos que apoiaram com doações, em especial à Fundação Nova Vida.


Destaques
           
No último domingo (01/07), o Instituto Liberdade (Marcos Canetta e Moita) realizou a 20ª edição dos Destaques da Raça Negra, no Restaurante Praça 11, São José. O evento pode ser considerado uma aula de história que esse ano teve como professores: o Grupo Número Baixo, tocando os sambas da melhor qualidade; o Projeto Capoeira na Escola, com uma roda de Capoeira muito bem fundamentada; e o Mestre de Cerimônia, Marcos Canetta, que somando o seu aos discursos enfáticos dos homenageados proporcionaram muita emoção aos presentes.


Cotas na UFSC

Um dos homenageados no evento descrito na nota anterior foi o Professor Marcelo Tragtenberg, grande batalhador pela implementação das Políticas de Ações Afirmativas da UFSC.
Tragtenberg coroou a premiação com a informação de que as Cotas na UFSC serão mantidas no mesmo formato por mais cinco anos, aliviando desta forma uma preocupação recente do Movimento Negro devido ao fato da mudança do quadro de Reitoria daquela Universidade e da expiração do prazo inicial de iguais cinco anos das Cotas.


Próximas atividades

14/07: Arraiá da Capoeira, às 19h30 – ASMUB (Biguaçu)
21/07: Noite do Conto, às 19h30 – Casarão Born (Biguaçu)
23/07: Apresentação da Coreografia: “Ponte África – Brasil” no “Festival de Dança de Joinville”, às 16h.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 06 27

Projeto Subindo a Ladeira

Tendo como base o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirmam ser dever de toda a sociedade assegurar o direito à cultura, ao esporte e ao lazer para todos os homens, independente de classe social, etnia, religião e outras variáveis, é que a Associação Cultural Capoeira na Escola propõe o Projeto Subindo a Ladeira, o qual acontece desde 2000 e que terá mais uma etapa no próximo sábado (30).
Em cada etapa, o Projeto oferece à comunidade as campanhas arrecadadas (agasalhos e brinquedos) e cestas básicas provenientes de apoios com empresas privadas e órgãos públicos. Já foram distribuídas mais de dez toneladas de alimentos em quarenta etapas realizadas nos mais diversos locais, tais como: Aldeia Indígena, Morro da Boa Vista, Morro do Ivo, Casa-Lar Municipal, Casa de Repouso Tio Alípio, Saveiro, entre outros; levando em segundo plano: descontração, lazer, cultura, música e algumas cestas básicas; e em primeiro plano o nosso amor àqueles que, mesmo sofrendo tanto com a fome, violência infantil e a falta de cidadania, recebem-nos com seus braços abertos.
Seguindo as palavras de Madre Teresa de Calcutá, somos cientes de que projetos como o “Subindo a Ladeira” são ‘gotas no oceano’; mas ela mesma frisa: - “O que seria do oceano sem as gotas?”.
Com esse projeto, alçam-se voos mais altos em busca da universalização dos benefícios da cultura. Caso o leitor tenha interesse em apoiar com a doação de cestas básicas, entre em contato pelo e-mail: mestretuti@capoeiranaescola.org.br ou pelo fone (48) 9613 2189.


“Arraiá” da Capoeira

            O “Arraiá” da Capoeira acontecerá no dia 14 de julho na sede da Associação dos Servidores do Município de Biguaçu (ASMUB). Comidas típicas; roda a caráter; quadrilha; bingo e muita animação. Aguarde mais informações.


TUF

            Aqueles que questionavam a eficiência da Capoeira como luta viram, no final de semana passado, no maior evento de Artes Marciais Mistas (MMA) do mundo – UFC – a força do mesmo Rabo-de-arraia (Meia-lua de compasso) aplicado há mais de três séculos em terras brasileiras. Antes, na defesa da dignidade humana, na busca por liberdade; e agora pelo esporte que mais cresce no mundo e que possibilita emprego e renda para muita gente.


Frase

“O mesmo pé que dança um Samba se preciso vai à luta. Capoeira.”

Marcos Valle e Miton Nascimento

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 06 20

Subindo a Ladeira
No dia 30 de junho, a Associação Cultural Capoeira na Escola fará mais uma etapa do “Projeto Subindo a Ladeira”. Trata-se de uma iniciativa que acontece desde o ano 2000 e tem como mola-mestra a realização de apresentações da cultura afrodescendente, em especial a Capoeira, nos morros e periferias com o objetivo de proporcionar a integração entre os alunos do centro urbano com os alunos mais carentes e suas comunidades, e também como forma de entretenimento, lazer e aprendizado cultural e de cidadania para todos os envolvidos. Mais informações na próxima coluna.

Prêmio da Música Brasileira
            João Bosco foi merecidamente o tema do 23º Prêmio da Música Brasileira. Como uma forma de coroação ao Almirante Negro - João Cândido, líder da Revolta da Chibata que foi a inspiração para João Bosco compor “O Mestre-sala dos Mares”-, a música negra esteve em festa: Alcione ganhou os prêmios de Melhor Álbum e de Melhor Cantora na Categoria Canção Popular, Arlindo Cruz recebeu o prêmio de Melhor Cantor na Categoria Samba, e Criolo foi considerado a Revelação arrebatando três prêmios.

O Mestre Sala dos Mares - Trecho
(João Bosco / Aldir Blanc)

“Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas...”


Roda de Capoeira Regional
“Iê ‘Vorta’ do mundo. E ê ‘Vorta’ do mundo, Camará...” Nesse momento, os jogadores que ouviram a Quadra (cantiga) entoada pelo charangueiro iniciam o jogo de Capoeira Regional.
Benção, cocorinha, negativa, aú, galopante e arrastão; mas nada de cabeça no chão e nem compra de jogo; muito menos ficar sem - no mínimo - um apoio no solo, ou seja, devem-se evitar os saltos acrobáticos. Até ouvirem o ‘Iê’, ou o ‘Mais dois’, vindo da charanga (um berimbau pontiagudo e dois pandeiros), o diálogo entre os Capoeiras é conduzido com base na cordialidade e na disputa saudável. Os toques serão Banguela (com A) e São Bento Grande. Quando houver o toque da Iúna, apenas os instrumentos da charanga 'falam' e as palmas serão somente ao final do jogo.
É nesse clima que o Projeto Capoeira na Escola realizará a roda de Capoeira Regional no próximo sábado (23/06), às 10h, na Praça Central de Biguaçu. Em caso de chuva, a roda acontece no Casarão Born, também na Praça Central.
A roda é livre e a proposta é debater sobre os ensinamentos de Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba. Participe!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 06 13

Contradições

            Os Jogos Olímpicos estão chegando e com ele as suas contradições. O maior evento multiesportivo do mundo tem como maiores patrocinadores duas empresas que nada têm de saudável: Mc Donald´s e Coca-Cola.
            Idem para o Ultimate Fighting Championship (UFC), atual maior evento de MMA, que pela força do dinheiro consegue colocar lutadores promovendo a marca de cerveja Budweiser.


Após 65 anos
Por: Marcos Canetta
Deputado Sandro Silva, Prof. Canetta e Inst. Corcel

O Suplente de Deputado Estadual - Ex-Vereador e Ex-Presidente da Câmara Municipal de Joinville, atual Presidente do DETER -, Sandro Silva, assumiu ontem (12/06), às 14h, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), a vaga de Deputado Estadual.
Depois de Antonieta de Barros, eleita Deputada Estadual em 1934, em plena Ditadura da Era Vargas, Sandro Silva é o segundo negro a ocupar um espaço na ALESC.
Momento histórico, pois após 65 anos teremos a chance de ver novamente um legislador negro em Santa Catarina.

Rio + 20

Terá início, nesta quarta-feira (13), a maior conferência sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável do mundo, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Com o objetivo de discutir a importância da contribuição da cultura africana e afrodescendente para o progresso do país, a Fundação Cultural Palmares (FCP) terá participação na programação oficial do encontro.
No sábado (16), será realizado o seminário Quilombos, Terreiros e Juventude: justiça ambiental e práticas culturais africanas e afrodescendentes, que tem por objetivo promover a integração cultural, econômica e política do negro no contexto social, além de dar visibilidade às suas práticas culturais.
Os negros brasileiros representam, na atualidade, cerca de 52% da população, o que os torna foco nos debates sobre desenvolvimento. No encontro, além do tema central descrito no título, a valorização da cultura negra como alternativa para a erradicação da pobreza será debatida.
Fonte: Fundação Cultural Palmares

Boa viagem

            O Instrutor Clone estará em New York nos próximos dias em busca de aprimoramento profissional de sua empresa de cobertura de eventos e aproveitará a oportunidade para visitar o Centro Cultural de Mestre João Grande.

Roda

            Sábado é dia de roda na Praça Central de Biguaçu. Será às 10h. Em caso de chuva, a roda acontecerá no Casarão Born (entorno da Praça).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 06 06

Ideias em prol de uma utopia

            Deveria ser incluído nas salas do ensino médio - ao encontro da Lei 10639/03, que trata da inserção da temática afro-brasileira nos currículos escolares – o texto de Marcelo Paixão: Manifesto Anti-Racista – Ideias em Prol de uma Utopia chamada Brasil.
            No livro, a disparidade sócio-racial que existe entre brancos, negros e indigenas, está esmiuçada em diversos tópicos, tais como: educação (acesso à Universidade, evasão escolar, nível de escolaridade e tempo de estudo); emprego e renda (quem são os empresários no Brasil, quem recebe os melhores salários, quem é mais demitido, quem está subempregado, etc.); saúde; previdência social; violência policial; taxa de homicídios; população carcerária; menores infratores; violência contra as mulheres; número de representantes políticos e etc..
            Marcelo Paixão afirma: “Após 124 anos de abolição, os afrodescendentes e indígenas brasileiros se encontram, invariavelmente, nas piores posições em termos de acesso aos níveis mais avançados de ensino, aos bons empregos, aos recursos públicos e às políticas sociais.”.
            Sei que é mais uma utopia, mas quem sabe ao ler e debater materiais como esse nossos futuros cidadãos não mais afirmariam que “o preconceito racial é maior por parte dos próprios negros...”.


Estado Laico ou Eclesiástico?

            Quinta-feira, feriado: Corpus Christi. O Brasil possui onze feriados nacionais, destes, seis são ligados às datas sagradas da Igreja Católica e cinco são datas cívicas. Quando se cogita um (apenas um) feriado alusivo a um herói que fuja do etnocentrismo imperialista – como se pode ver nas qualificaçãoes dos feriados – ou a datas alusivas a outras religiões, a guerra estará armada.


Informativo
           
Na próxima semana será distribuído o Informativo da Cultura Afro-brasileira produzido pela Associação Capoeira na Escola. Será a 21ª edição e dessa vez com capa e contracapa coloridas. Aguarde muita informação.


Frase

“Quando li a biografia de Malcom X, eu me tornei uma bomba ambulante.”
Mano Brown




terça-feira, 29 de maio de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 05 30

Arroz Quilombola

O arroz vindo da África – em trouxinhas enroladas nos cabelos das negras escravizadas - é diferente: um pouco mais escuro e, assim como o arroz integral, leva um pouco mais de tempo para cozinhar. Por outro lado, tem um sabor peculiar, é cultivado de forma natural (orgânico) e traz, em cada mastigada, 400 anos de história da diáspora negra.
Essa nota é para louvar a Cooperativa Gaúcha Arroz Quilombola, a primeira cooperativa de negros rurais do Rio Grande do Sul  e uma das poucas existentes no Brasil. Seus integrantes são da Comunidade Quilombola São Miguel dos Pretos, localizada no município de Restinga Seca, região central daquele estado.
Vale conferir: www.arrozquilombola.com

Ajeum

            Já que falamos de arroz, vamos falar de Ajeum. Em 1988, a Escola de Samba Unidos da Vila Isabel (RJ) entrou na avenida com um samba-enredo chamado “Kizomba – Festa da Raça”. A composição empolgou a todos os militantes do movimento negro, pois já começava dessa forma: “Valeu, Zumbi; um grito forte dos Palmares, que correu terras, céus e mares, influenciando a abolição...”
Com a inspiração dos grandes poetas, Luiz Carlos da Vila (autor do samba-enredo) descreveu como acontece a Kizomba, a festa do povo, tendo o nome origem nas danças dos negros que resistiram à escravidão. Era congregação, confraternização, resistência. Um chamado à luta por liberdade e por justiça.
No decorrer da letra, uma palavra chama atenção: Ajeum, que significa refeição. O ato de comer faz parte do ritual de várias religiões, inclusive a Católica com a Hóstia Sagrada e o Candomblé com o Ajeum. Existem toques de atabaque e cantigas específicas para a entrada do Ajeum que será colocado ao centro do Terreiro. De acordo com a hierarquia, servem-se todos para partilharem o Axé (energia) dos Orixás.
Com toda a profundidade dissertativa, Kizomba conquistou o primeiro título da história da Unidos da Vila Isabel.

Festival de Dança de Joinville

            O Festival de Dança de Joinville é um dos maiores encontros de dança do mundo. Este ano, a Capoeira estará representada pelo Projeto Capoeira na Escola. A vaga foi conquistada após a escolha criteriosa entre aproximadamente duas mil e quinhentas apresentações. A coreografia “Ponte África-Brasil” será apresentada na segunda quinzena de julho, afinal, dança e arte também são faces da Capoeira.

Roda

            Sábado é dia de roda na Praça Central de Biguaçu, às 10h. Caso chova, a roda acontecerá no Centro Cultural Casarão Born.

Chico, eterno

“Eu sou um advogado dos pobres. Eu os defendo da tristeza.
Meus personagens são feitos para as classes C, D e E.”
Chico Anysio

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Resultados e Fotos do Festival "O Pulo do Gato"

As fotos do Festival "O Pulo do Gato" já estão postadas. Clique na foto abaixo e confira:


Clique na foto para abrir o álbum


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vem aí: Festival O Pulo do Gato

Coluna Fala Capoeira 2012 05 16

Festival: O Pulo do Gato - 2012

No próximo sábado (dia 19/05), a partir das 09h, no Ginásio Municipal Nagib Sallum, acontecerá o Festival “O Pulo do Gato” – Acrobacias de Capoeira. Seguem abaixo as definições das diferentes modalidades a serem disputadas:
a)    Saltos: execução de saltos acrobáticos de livre escolha, sendo cinco (05) para masculino adulto e três (03) para as outras categorias;
b)    Equilíbrio: execução livre de paradas de cabeça ou de mão num tempo mínimo de três (03) segundos e máximo de dez (10) segundos;
c)    Movimento extraordinário: apresentação de apenas um movimento de média a alta dificuldade, tendo direito a três tentativas (não valem acrobacias básicas e saltos);
d)    Acrobacias Básicas: sequência composta necessariamente na ordem: aú, ponte, parada de cabeça, parada de mão, macaco, s dobrado, pião de mão, pião de cabeça, canivete e meio-relógio, com o tempo máximo de quarenta (40) segundos.
            A entrada é a doação de 01 kg de alimento não perecível.

Dois é demais

            Aquele que já falou mal dos índios, dos percussionistas e capoeiristas, dos negros e dos pobres, indigno até de que pronunciem o seu nome, tem um novo seguidor no JB Foco. Tal qual seu mestre, com linguagem ofensiva, achando que violência é solução para os problemas sociais (citou o caso dos surfistas de ônibus flagrados após o primeiro clássico dizendo que aqueles vandalos deveriam pintar o “rabo” de vermelho e deveriam levar uma “boa surra”), tenta ditar lições de moral até para a Caroline Dieckmann, dizendo: “Carolina, pede para a Playboy reembolsar os danos morais..”, esquecendo ele que existe muita diferença entre contrato formalizado e invasão de privacidade.
            Mas o pior de tudo é quando esse “herdeiro do ditador” divaga sobre o que nitidamente não domina: “o preconceito racial é maior por parte dos próprios negros. Vejam o caso de cantores e jogadores de futebol negros. O primeiro sonho de consumo deles é ter uma mulher branca ao seu lado. Não estou falando que sou contra, não... Mas não valorizam a própria raça. E os demais só se preocupam com cotas de universidades”.
Infelizmente, tive de transcrever essa nojeirada para poder contextualizar àqueles que não têm acesso ao jornal. Com que base esse ser pode afirmar que o preconceito racial é maior por parte dos próprios negros? De qual estudo extraiu isso? Outra: O enquadramento dos negros nos estereótipos de jogador e cantor é típico de gente racista. Quando ele disserta sobre as relações pluriétnicas, esquece-se de que a mulher branca está com o seu par porque quer, e não porque ela também não valoriza a sua “raça”. Ou para ela valorizar a eurodescendência só poderá namorar homens brancos? Como se não bastasse, diz que todos os negros que não são jogadores e cantores não têm mais nada a se preocupar além da luta a favor das cotas.
É muito triste, mas fica o recado ao “colunista”: Meça suas palavras, pois o Movimento Negro está de olho.

Da barata ao kong

O que se pode esperar de um cantor que compõem: “Toda vez que chego em casa, a barata da vizinha tá na minha cama...” e que chora ao cantar para o desastrado e encrenqueiro Presidente dos Eua, George Bush?
A resposta ideal seria nada, mas não, ele consegue fazer pior reforçando os estereótipos relativos ao negro e ainda afirmando: “Existem coisas mais interessantes e mais importantes para gente se preocupar.”.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 05 09

Mais um caso

Essa vai para os que são contrários às cotas como o Arnaldo Jabor: Nos notíciários do final de semana, um médico foi flagrado por xingamentos de cunho racista a uma atendente de cinema em um Shopping no Distrito Federal. Ele afirmou: “Você deveria estar na África cuidando de orangotangos e não lidando com pessoas”.
É só mais um entre milhares de casos que provam o quão “democrático” o Brasil é na questão racial. O médico foi indiciado e, após o início do processo e a divulgação de sua imagem, várias outras pessoas que já haviam sido vítimas dele fizeram coro na justiça.


Comentário ilustre

            Fiquei honrado com os comentários sobre a nossa coluna feitos pelo Embaixador Municipal da Cultura, Professor Joaquim Gonçalves dos Santos, pessoa a quem admiro muito.
            O professor, além de comentar sobre a coluna de semana passada, corrobora com a máxima da Associação Capoeira na Escola de combater todas as formas de discriminação, e ainda afirma a necessidade de união para a produção de materiais didáticos feitos com as devidas correções históricas.
            Aproveito para convidar o Professor Joaquim para apoiar a ideia - lançada através de uma “folha fundamental” na 1ª Semana Afro-Biguaçuense - de aprofundarmos as pesquisas sobre o “Negro em Biguaçu” com posterior publicação de livro.


Dica de filme
 

Nos Estados Unidos na década de 1960, os movimentos civis estavam em efervescência. Foi a década ápice de Martin Luther King e Malcom X, líderes negros e referências mundiais. O estado da Carolina do Sul é conhecido por ter sido o estopim da Guerra Civil Norte-Americana. Por ser o estado com maior concentração de escravos, seus “donos” não aceitavam a imposição do governo de abolir a escravidão e iniciaram o movimento de separatismo.
Nesse contexto - década de 60 e estado Carolina do Sul - é que se desenvolve o filme ”A Vida Secreta das Abelhas”; um drama carregado de emoção que trata de uma menina branca em busca da história de sua mãe. A adolescente criada por uma babá negra foge de seu pai, um sujeito grosseiro, acompanhada por sua babá e chegam à Carolina do Sul, encontrando abrigo numa família produtora de mel.
“Do destino e de sua história, ninguém foge”, é uma frase que resume o filme.



Próximas atividades

·         Festival O Pulo do Gato: dia 19/05, às 09h, Ginásio Nagib Sallum, Biguaçu.
·         Peça Teatral Abolição: dia 19/05, às 21h, Sociedade Novo Horizonte, Avenida Beiramar Norte, Fpolis

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Coluna Fala Capoeira 2012 05 02

Cotas: 10 a 0 no STF

A constitucionalidade da aplicação das cotas raciais para acesso à Universidade foi julgada no Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns advogados se inscreveram como “Amigos da Corte” (Amicus Curiae) para sustentar as teses dos dois lados.
Defendendo o DEM, partido político que impetrou a ação de inconstitucionalidade das cotas (ADPF 186), apenas duas pessoas: uma advogada recém-saída da Faculdade, com visível tom emotivo em sua leitura (isso mesmo: leitura); e uma juíza do Rio Grande do Sul que insistia em afirmar que no Brasil não há discriminação pela cor da pele, mas, sim, pela classe social.
Já os defensores da política de cotas foram sete, com argumentos saídos das oratórias das mais ricas que, para quem é militante, chegavam a arrepiar. Destaque para a fala à Malcom X de Édio Silva Junior, simplesmente histórica.
A Procuradoria Geral da União também fez um discurso motivante na pessoa de Déborah Duprat, trazendo várias reflexões a essa discussão, como por exemplo: “Os contra as ações afirmativas defendem que as cotas para acesso à Universidade devem ter o caráter social e não étnico. Por que, então, não existe o fator social em relação às outras cotas, como a de pessoas com deficiência nas empresas e das mulheres na política? Pensando em cotas sociais, poderiam ter benefício somente pessoas com deficiência que fossem pobres e mulheres que fossem pobres; mas não é assim”.
Como as cotas raciais já acontecem há mais de dez anos no Brasil, devido à autonomia acadêmica prevista na LDB, o argumento de que sua implantação geraria um ódio racial já foi derrubado, bem como derrubada foi a tese de que os cotistas não acompanhariam os estudos e tornar-se-iam profissionais desqualificados.
Por fim, o voto do relator, favorável às cotas, Ministro Ricardo Lewandowski, que durou cerca de duas horas, remeteu a esperança de um País mais igualitário e justo.

Relembrando

            Na semana passada, registramos o adiamento da votação sobre a constitucionalidade do Decreto 4887/2003, que trata sobre a Regulamentação das Terras Quilombolas. No dia 26/04, o Supremo Tribunal Federal declarou constitucional a aplicação de Cotas Raciais na Universidade. Ambos os entraves no STF foram gerados pelo DEM, sempre contrário às questões de alta importância relacionadas ao povo negro.

Dia do Trabalhador

            Aproveitando o gancho do Dia do Trabalhador, a coluna reitera a necessidade da desconstrução da expressão: “O Negro AJUDOU a construir este País”, para postar em seu lugar: “O Negro CONSTRUIU este País”.
Mesmo que sob o jugo da chibata do feitor, tudo que se ergueu no Brasil-colônia – das estradas às igrejas; dos monumentos aos trilhos de trem; das casas aos conventos e etc. – foi fruto do trabalho escravo. Depois das obras maiores dos africanos e descendentes é que vieram as “ajudas” de outras etnias.

Aniversário de Biguaçu

De sexta a domingo (04 a 06), na Praça Central, a Associação Cultural Capoeira na Escola estará presente - por meio de um estande com acarajé, produtos diversos e jogos eletrônicos de Capoeira – nas comemorações do aniversário de Biguaçu. Haverá roda de Capoeira no sábado (05) com apresentação de Puxada de Rede e Maculelê, às 10h. Participe.